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Saúde e Fundação estabelecem metas de cogestão de hospitais

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Em mais uma etapa do processo de cogestão dos seis hospitais da rede estadual, o secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto, e o presidente da Fundação Estadual de Serviços Hospitalares(FEPISERH), Pablo Santos, estiveram reunidos nessa quarta, 11, para traçar metas e prazos de execução do plano de ação dos hospitais. Com a finalização dessa etapa, que envolve diagnóstico levantado entre as instituições, a Fundação se prepara para assumir de forma direta, a gestão de seis hospitais.

Pelo plano de ação apresentado dos hospitais da capital, Getúlio Vargas, Infantil Lucídio Portela e Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, foram elencadas 17 metas a serem cumpridas, onde se destacam: aumentar a oferta de serviços especializados, entre consultas, exames e procedimentos cirúrgicos; otimizar os leitos comuns e de terapia intensiva; redimensionamento de custos, com foco nos serviços de apoio, insumos, entre outros. Neste caso, uma das propostas apresentada é a centralização de serviços, como lavanderia e laboratório unificados, reduzindo os custos operacionais.

Essas metas foram traçadas em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde, como explica Florentino Neto. “São metas estabelecidas junto com a equipe da FEPISERH, e em consonância com a Secretaria de Saúde, onde foram estabelecidas a ampliação na oferta dos serviços, obediência à economicidade, otimização de alguns serviços que podem ser compartilhados nos hospitais, e o que é importante: nós já estamos fazendo isso nos seis hospitais, e particularmente nos três hospitais. Com isso, haveremos de ter uma melhoria qualitativa significativa nos nossos hospitais”.

Ainda pelo diagnóstico, foi apontado que os três hospitais da capital apresentam crescimento permanente na oferta dos serviços, como em consultas, exames, internações e cirurgias. O Infantil, por exemplo, atendeu, numa média mensal em 2016, 1924 consultas especializadas. Em 2017, foram 2502 consultas, mês, num aumento de 23%, em relação ao ano passado.

No HGV, os procedimentos cirúrgicos têm uma média de 1216 cirurgias realizadas por mês, o que mostra a relevância dos mutirões dos finais de semana e feriado, diminuindo de forma significativa a fila de espera por um procedimento especializado e de alta complexidade.

Já o Natan Portela, apresentou 24.629 consultas realizadas, entre eletivas e de urgências, no ano de 2016. A maior parte delas, 13.674, foi de consultas de urgência, já que o hospital é porta aberta para os casos de pronto-atendimento para as doenças infecto-contagiosas.

O presidente da Fundação, Pablo Santos, afirma que, “a parceria entre Saúde e Fundação Hospitalar, a gente vai otimizar os serviços, minimizando os problemas que hoje enfrentam a rede dos três hospitais da capital, que vão fazer parte da Fundação Hospitalar e sempre em sintonia entre a Fundação e a Secretaria”, reforça.

O secretário conclui que, com a finalização dessa etapa, a Fundação assume, de forma direta, a gestão dos três hospitais da capital e ainda de três do interior: o Regional Chagas Rodrigues, em Piripiri; o Regional Justino Luz, em Picos; e o Regional Senador Cândido Ferraz, em São Raimundo Nonato. “A Fundação cumpriu sua primeira meta, que é apresentar um relatório e um diagnóstico dos hospitais, que eram administrados até então, apenas pela Secretaria de Saúde. Nesse segundo momento, a Fundação Hospitalar está se preparando para dia 18 assumir a gestão direta dessas unidades hospitalares”. 


Da Redação
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