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Pabllo Vittar vibra com Popó, que usará em luta o hit "K.O." pelo filho gay: "Exemplo"

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Quando subir ao ringue para fazer sua despedida no dia 11 de novembro, Acelino "Popó" Freitas terá como trilha sonora o sucesso "K.O." (expressão do inglês "knock out" e, em português, "nocaute"), de Pabllo Vittar.

A escolha da canção que grudou na cabeça de muitos brasileiros em 2017 com seu refrão chiclete e que tem a ver com o boxe ("Seu amor me pegou / Cê bateu tão forte com o teu amor / Nocauteou, me tonteou / Veio à tona, fui à lona, foi K.O.") foi uma forma do baiano de homenagear seu filho, que é homossexual.

Quando Juan, de 17 anos, revelou ao pai sua orientação sexual, foi surpreendido pelo apoio incondicional. Vindo de um meio "machista", como ele mesmo se referiu à nobre arte quando falou pela primeira vez do assunto em agosto desse ano, Popó abraçou o garoto, disse que o carinho por ele cresceu ainda mais com a revelação e que "daria porrada" se o maltratassem. Agora, resolveu fazer essa homenagem que emocionou até Pabllo Vittar, que é drag queen, e, inclusive, revelou que gostaria de conhecer o pugilista.

- Claro que sim (gostaria de conhecê-lo). Infelizmente não vou conseguir ir na luta, mas diria para ambos que eles são um exemplo de família, de respeito e de amor! Achei demais (essa homenagem). O Popó é um atleta histórico pro nosso país e está mostrando que temos que aceitar as nossas diferenças sim - comentou Pabllo Vittar em entrevista ao GloboEsporte.com.

No clipe oficial da música, a artista inclusive sobe ao ringue de boxe, onde dança e canta. Mas, de acordo com Pabllo Vittar, a nobre arte fica somente na interpretação para o clipe mesmo e na torcida por Popó na luta do dia 11 de novembro.

- Quando criança fiz oito anos de balé clássico, hoje pratico meus treinos sozinho em casa ou nos quartos de hotel. Nunca pratiquei boxe, acho que sou desengonçada demais pra isso (risos) - comentou a artista, que nasceu no Maranhão.

Fim da Carreira

Trata-se da segunda vez em que Popó anuncia o fim da carreira. A primeira foi em 2012 após o embate contra o compatriota Michael Oliveira, quando venceu por nocaute técnico em Punta Del Este, no Uruguai. Contudo, o baiano retornou aos ringues três anos depois para encarar o argentino Mateo "El Chino" e saiu vitorioso novamente por nocaute técnico, só que em Santos. Agora, terá pela frente o mexicano Gabriel "El Rey" Martínez, de 30 anos, em Belém, no dia 11 de novembro. O adversário tem um cartel de 41 lutas, com 29 vitórias, sendo 16 nocautes. O brasileiro, por sua vez, tem 42 lutas, 40 vitórias, sendo 34 por nocaute, e duas derrotas.

 

Fonte: G1 

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