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Policial que confessou matar namorada foi reprovado em teste psicotécnico da PM

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O capitão da Polícia Militar, Allisson Watson Nascimento, 37 anos, foi aprovado no concurso da PM em 2006, mas só conseguiu ingressar na corporação dois anos após a aprovação, mediante determinação judicial. 

Documento de nomeação exibido nesta quarta-feira (1) no Notícia da Manhã revela que o suspeito de assassinar a namorada, a jovem Camilla Abreu, 21 anos, foi reprovado no teste psicotécnico. Allisson ingressou com mandado de segurança e, em 2008, foi declarado aspirante a oficial da PM do Piauí sob judicie. 

O processo tramitou durante dois anos no Tribunal de Justiça do Piauí e a corporação foi obrigada a cumprir a decisão da justiça. 

O comandante da PM, coronel Carlos Augusto Gomes, esclarece que o concurso da PM é criterioso e tem cinco fases. “Quando alguém se sente tolhido de direito nesse país, procura o judiciário”, disse.  O comandante disse, ainda, que “um dos maiores problemas do Brasil é a legislação”.  

Capitão não terá regalias, garante comandante

O coronel Carlos Augusto esclarece à população que não existirá corporativismo e que o capitão Allisson Watson, que está detido no presídio militar, não terá regalias. 

“A PM não vai proteger de forma alguma. Ele[Allisson] está em um presídio militar com grades, celas, determinado por lei. Quero deixar bem claro que não vai ter regalias, nem corporativismo”, garante o comandante da PM. 

O capitão permanece no presídio militar até que o inquérito da Polícia Civil seja finalizado e um procedimento administrativo disciplinar seja aberto contra ele.

“Após o oferecimento da denúncia iniciamos conselho de justificação e dentro de 40 a 60 dias ele dever ser excluído ou não dos quadros da Polícia Militar”, explica o comandante.

O comandante lamenta, ainda, que um oficial da Polícia Militar seja suspeito de cometer o feminicídio de Camilla Abreu.  

“Nós, que dedicamos nossa vida todos os dias para combater um crime, lamentamos muito que um crime desses tenha partido de um integrante da Polícia Militar do Piauí”, lamenta. 


Izabella Pimentel [com informações do Notícia da Manhã]
redacao@cidadeverde.com 

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