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FMS alerta para cuidados de prevenção ao Aedes aegypti durante as férias

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Férias é uma época em que várias pessoas viajam e deixam suas residências fechadas. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) alerta para alguns cuidados que devem ser tomados para evitar acúmulo de água parada e a possível proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor dadengue, zika e chikungunya. 

“Como estamos em início da época de chuvas, a probabilidade de ocorrer acúmulo de água é alta e por isso precisamos redobrar os cuidados”, diz a gerente de Zoonoses da capital Oriana Bezerra. “Antes de viajar devemos checar se os ralos de banheiros e as caixas d'água estão hermeticamente fechados, além de nos certificarmos de que no quintal de nossas casas não ficarão objetos que acumulem água”, fala. 

Todos também precisam ficar atentos ao acúmulo de água parada em calhas, materiais de construção, pneus, garrafas e materiais descartáveis espalhados pelos espaços livres de suas casas. “Mesmo uma tampinha de garrafa pode se tornar foco do mosquito, por isso devemos estar bem atentos”, enfatiza Oriana Bezerra. 

Ela ainda chama atenção das repartições públicas e estabelecimentos em geral que ficam fechados durante as férias. “É importante que os gestores e funcionários se certifiquem de que não deixarão locais propícios para a proliferação do mosquito”, ressalta. 

A dengue tem por principais sintomas a febre alta e de início imediato, dores moderadas e quase sempre presentes nas articulações, manchas na pele com coceira leve e sem vermelhidão nos olhos. Já a chikungunya se caracteriza por febre alta e de início imediato quase sempre presente, dores intensas e presentes em 90% dos casos e as manchas vermelhas podem aparecer nas primeiras 48 horas, com coceira leve em 50 a 80% dos casos. 

No caso do Zika vírus, pode haver febre baixa, a pessoa pode sentir dores leves, as manchas vermelhas na pele se manifestam nas primeiras 24h e a vermelhidão nos olhos e coceira - com intensidade tanto leve como alta - podem estar presentes. “É importante que as pessoas procurem o serviço de saúde imediatamente ao perceberem qualquer um dos sintomas”, afirma a diretora.

Ações  

A Prefeitura de Teresina mobilizou durante todo o ano diversos setores da sociedade para aliarem-se no combate ao transmissor da dengue, zika e chikungunya. As ações de combate ao Aedes aegypti na capital foi marcado pela intensificação nas ações de limpeza e educação em saúde. 

A Operação Faxina nos Bairros recolheu 3.213,05 toneladas de lixo da cidade em 2017. Foram 1.621 viagens ao aterro sanitário. Em 2016, 85 bairros receberam a faxina. Com 4.728 toneladas de lixo recolhido. Em 2017, 52 bairros receberam faxina. Em 39 edições da Faxina nos Bairros.

As atividades de limpeza e educação em saúde foram realizadas em parceria com as Superintendências de Desenvolvimento Urbano (SDUs) e percorreu bairros em todas as zonas da cidade recolhendo aquele lixo das residências que não eram recolhidos na limpeza de rotina, como móveis, eletrodomésticos de grande porte e entulhos em geral que pudessem se tornar foco para proliferação do Aedes aegypti e do Aedes albopictus. 

A gerente de zoonoses da capital, Oriana Bezerra, chama atenção para o fato de que a dengue, zika, e a chikungunya são doenças infecciosas, de origem viral, transmitidas através da picada de mosquitos contaminados de duas espécies: Aedes aegypti e Aedes albopictus. 

O trabalho educativo contra o mosquito causador da dengue, zika e chikungunya foi reforçado em 2017 pelas equipes que compõem o Núcleo de Educação em Saúde (NESC) da FMS. Escolas, empresas e entidades foram visitadas e tiveram disponíveis palestras e demonstrações sobre as formas de prevenir a dengue, zika e chikungunya. Durante todo o ano, o NESC visitou 5.681 escolas e órgãos; distribuiu 96.702 folderes, 27.081 cartazes; realizou 141 palestras e 22 reuniões com líderes comunitários.    

Foi dado continuidade aos trabalhos com o Comitê de Mobilização Comunitária contra dengue, zika e chikungunya, com o intuito de sensibilizar a população para o risco destas doenças em Teresina, por meio da adoção de programas educativos e mobilização da sociedade civil, além da eliminação de potenciais criadouros do mosquito Aedes Aegypti. O grupo é composto por membros de diversas entidades públicas e privadas das esferas municipal e estadual. 

Ainda por meio do comitê, já foram realizadas diversas ações educativas e de limpeza em escolas, igrejas, empresas e outras entidades. A maior delas foi o curso para formar multiplicadores de informações sobre o cuidado às doenças, que capacitou 2.312 pessoas. Com carga horária de oito horas divididas em momento teórico e prático, o curso dá orientações básicas sobre o mosquito Aedes aegypti, locais onde eles gostam de se reproduzir e também sobre semelhanças e diferenças entre as doenças que o mosquito transmite.

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

Tags: dengueFMS
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