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Temer anuncia força-tarefa para cuidar do fluxo migratório de venezuelanos em Roraima

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Reunião com o presidente Temer começou às 11h22 (hora local) no Palácio Senador Hélio Campos, em Boa Vista (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)

O presidente Michel Temer (PMDB) disse nesta quinta-feira (12) que vai criar uma força-tarefa para lidar com a imigração em massa de venezuelanos para Roraima. Durante discurso, feito em reunião em Boa Vista, Temer disse que será feito um comitê de acompanhamento, com uma coordenação nacional para lidar com a questão. O G1 acompanhou em tempo real.

Em discurso, o presidente falou sobre os impactos da imigração desordenada de venezuelanos para o estado, afirmou que deve editar uma medida provisória sobre o assunto até quinta-feira (15) e que vai garantir recursos para o estado.

"Todos os recursos necessários serão encaminhados para solucionar a questão dos venezuelanos, ou seja o aspecto humanitário e a solução para o estado de Roraima", declarou o presidente.

O encontro ocorreu no Palácio Senador Hélio Campos, sede do governo de Roraima, e reuniu os ministros Raul Jungman (Defesa), Torquarto Jardim (Justiça), Moreira Franco (Secretaria-geral da Presidência), e o general Sergio Etchegoyen (GSI).

Também participaram da reunião a governadora de Roraima Suely Campos (PP), a prefeita da capital Teresa Surita (PMDB), o senador Romero Jucá (PMDB), Juliano Torquato (PRB), prefeito de Pacaraima - cidade na fronteira -, deputados, secretários e demais autoridades locais.

A crise migratória venezuelana foi a principal pauta da reunião. A prefeitura de Boa Vista estima que já tenham 40 mil venezuelanos vivendo na capital. Autoridades locais cobraram ajuda para lidar com a situação. Nos últimos três anos já foram feitos mais de 20 mil pedidos de refúgio de venezuelanos em Roraima.


Manifestantes levaram faixas e cartazes para a frente do palácio onde ocorre reunião entre Temer, ministros e autoridades locais (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)

Do lado de fora do palácio, manifestantes fazem um protesto contra a privatização do setor elétrico, reforma da previdência e demais privatizações propostas pelo governo federal. Eles também gritam "Fora, Temer". A organização diz que há 300 pessoas no ato. A Polícia Militar, que faz a segurança no local, não informou estimativa de participantes.

No estado, os imigrantes fogem da fome, falta de emprego, hiperinflação e da instabilidade política no país governado por Nicolás Maduro. Três dos quatro abrigos do estado estão lotados, há milhares de venezuelanos em situação de rua e muitos dividindo casas alugadas. Em dezembro, estado decretou situação de emergência.

Na última semana, duas dessas residências ocupadas por venezuelanos foram incendiadas. Cinco pessoas ficaram feridas, incluindo uma menina de 3 anos. No domingo (11), o guianense Gordon Fowler, de 42 anos, foi preso em flagrante suspeito dos ataques. Em audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva e ele foi mandado para a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.

 

Imigração em massa


Roraima lida desde 2015 com a chegada desenfreada de venezuelanos, cujo êxodo é motivado pela crise política, econômica e social do país. Em 2017, foram registrados 17.130 pedidos de refúgio pela Polícia Federal.

De acordo com dados da prefeitura de Boa Vista, 40 mil venezuelanos vivem hoje na cidade, o que representa mais de 10% dos 330 mil habitantes da capital. Com isso, autoridades do estado cobram ações e recursos do governo federal para administrar a chegada dos venezuelanos.

Estado e município cobram apoio do governo federal e querem um plano para interiorizar os imigrantes, ou seja, levá-los a outras cidades ou estados com maior oferta de trabalho já que no estado prevalece o funcionalismo público.

A proposta foi reforçada por quatro deputados federais que estiveram com o presidente no fim do mês passado. Os parlamentares sugeriram ao presidente maior controle da fronteira entre Brasil e Venezuela e a instalação de um campo de refugiados com hospital de campanha.

 


Fonte: G1 

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