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PM suspeito de matar jovem se apresenta; polícia crê em pistolagem

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O soldado da Polícia Militar do Piauí, Ivaldo Vieira da Silva Filho, suspeito de matar um jovem na região do Grande Dirceu, se apresentou na sede do Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), na manhã desta terça-feira (10). O investigado veio em uma viatura da Corregedoria da PM-PI e desceu correndo, sem falar com a imprensa. 

 O crime ocorreu em dezembro de 2016 e sua prisão foi decretada no início da semana pela Justiça. A vítima Cosme Damião dos Santos Neto foi assassinada a tiros na porta de casa,  no bairro Renascença II, região Sudeste de Teresina. Durante a ação criminosa, a mãe de Cosme também ficou ferida ao tentar impedir o homicídio. 

O coordenador da DHPP, Francisco Costa, o Baretta, diz que há a suspeita de que a morte de Damião se trate de crime de pistolagem. A vítima era processada por roubo e monitorado por tornozeleira eletrônica

"O que está evidenciado é que foi um crime a mando de alguém", resumiu o coordenador do DHPP. 

O PM também será investigado por peculato-furto, uma vez que a moto utilizada no crime havia sido apreendida com um traficante e deveria estar no depósito de bens apreendidos. 

"Houve a subtração de um bem que estava custodiado pela administração pública no depósito à disposição da Justiça e foi utilizado para a prática de um crime. Houve o crime de peculato-furto. A pessoa se utilizou da condição de servidor público para sorrateiramente adentrar ao depósito com ajuda ou sem ajuda e utilizou o bem para a prática de outro crime. Solicitei a instauração de um Inquérito Policial Militar", explica Baretta. 

No início da semana, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, equipes do DHPP apreenderam peças de veículos na casa do PM. A origem delas está sendo apurada. 

Ivaldo Vieira era considerado foragido

"Foram apreendidos peças de veículo automotor, principalmente, de moto. Esse material foi encaminhado para a perícia criminal, no sentido de que seja feita uma avaliação e identificação da origem das peças. 

Suspeito e vítima

 

Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

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