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Bebê de um mês de idade é internado com mordidas pelo corpo; pai foi preso

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Foto: Renato Bezerra

Bebê deu entrada na UPA do Promorar no fim de semana

Ampliada às 11h35

O gerente de policiamento especializado, delegado Jettan Pinheiro, informou ao Cidadeverde.com, que Francisco, suspeito de morder e arrancar um pedaço de tecido labial do bebê, de apenas um mês de idade, deverá responder por tentativa de homicídio contra o recém-nascido e por violência doméstica contra a mãe da criança.
 
Por causa da agressão à mulher na noite do crime, na madrugada de sábado (14), no Parque Vitória Sul, o caso ficará com a Delegacia Especializada da Mulher Sul. Ele chegou a ameaçar a companheira, alegando que se ele fosse preso iria, quando saísse da penitenciária, matá-la. O suspeito é dependente químico, ele e a mãe da criança teriam ingerido bebida alcoólica. 
 
De acordo o delegado, o suspeito, que seria pai da criança, já passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.
 
"A mãe acordou com o choro da criança, achando que ela queria mamar. Ela viu a criança cheia de sangue e o companheiro estava agindo normalmente, como se nada tivesse acontecido. Ele a ameaçou para não denunciá-lo a polícia. A mãe levou a criança para receber atendimento médico, tentou esconder a situação, mas acabou revelando o fato. Ele falava para ela não denunciar porque iria sofrer no sistema prisional”, disse o delegado.
 
Jettan Pinheiro também comentou que Francisco desconfia não ser o pai do bebê e essa seria a motivação da agressão. 
 
“Ele ficou desconfiado que o filho não era dele. Por isso, chegou a fazer isso. Mas se ele tinha essa dúvida era só fazer um exame de DNA, se não confia na companheira se separa, e não descontar dessa forma na criança. Foi uma covardia”. 
 
De acordo com o Conselheiro Tutelar, que acompanha o caso, disse que a criança até o momento não foi registrada. 
 
 
Ampliada às 10h25

O bebê que foi mordido supostamente pelo próprio pai, identificado apenas como Francisco, segue internado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). A criança, de apenas um mês de idade, terá que ser submetida a uma cirurgia para reconstrução da boca. 

O Cidadeverde.com apurou que além de mordidas pelo corpo, o bebê tem hematomas e cortes no rosto compatíveis com objetos perfurocortantes. Até o momento foi realizada uma limpeza cirúrgica, uma vez que a reconstrução facial só será possível após superado o risco de infecção. 

A conselheira tutelar, Maria do Carmo Braz Lima, contou que o bebê está sendo acompanhado no hospital por uma tia. Informações iniciais dão conta que a mãe não teve participação no crime. Contudo teria sido negligente. 

"Ela disse que havia ingerido bebida alcóolica na noite de sexta para sábado e "apagou". Quando acordou já viu o filho ensanguentado e levou para o hospital. Ela conta que o pai tinha agredido o bebê e a polícia foi até a casa deles e fez a prisão", disse Maria do Carmo. 

A conselheira tutelar diz que a mãe foi ouvida e liberada. 

"Quando o filho estava recebendo atendimento, ela estava no corredor e chorava muito. Acredito que houve negligência, pois como ela ingere bebida alcoólica e deixa o filho de um mês desse jeito?", desabafa a conselheira. 

O caso ocorreu no Parque Vitória, na zona Sul de Teresina.

Publicada às 07h35

Um bebê de apenas um mês de idade deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Promorar, zona Sul de Teresina, com várias mordidas pelo corpo. O pai identificado apenas como Francisco foi apontado como autor da agressão. A mãe, que não teve a identidade revelada, contou que a violência teria sido motivada porque o suspeito desconfiava que o bebê não seria seu filho. 

O caso ocorreu no último sábado (14) e está sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar. A mãe diz que, no momento da agressão, estava dormindo e ao se levantar encontrou a criança ensanguentada. 

Francisco foi preso e não ofereceu resistência. O bebê foi submetido a cirurgia e permanece no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) sendo alimentado por sonda devido a um ferimento na boca. O quadro de saúde da criança é estável.


Graciane Sousa e Carliene Carpaso
redacao@cidadeverde.com

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