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Ex-namorado simulou atropelamento para esconder facadas, diz delegada

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A delegada Luana Alves, do Núcleo de Feminicídio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que preside o inquérito policial sobre o assassinato de Aretha Dantas Claros, informou que o suspeito tentou camuflar o crime.  O ex-namorado Paulo Alves dos Santos Neto é apontado pela polícia como autor do crime; ele se apresentou ontem (16) na sede da DHPP e prestou depoimento. Paulo está preso.  Os advogados de Paulo saíram da DHPP sem conceder entrevistas.

O corpo de Aretha foi encontrado no dia 15 de maio deste ano na Avenida Maranhão, no bairro Tabuleta, zona Sul de Teresina, com pelo menos 20 golpes de arma branca (faca) e com marcas de frenagem no corpo, o que indicaria um atropelamento. 

“Na Avenida Maranhão poderia ter sido, digamos, uma fraude processual. Ele querendo simular um atropelamento, mas a vitima estava coberta de facadas”, disse a delegada. 

Paulo Neto se entregou à polícia após ter a sua residência inspecionada pela equipe da DHPP. Na casa, a polícia encontrou diversas manchas de sangue. 


Aretha Dantas foi encontrada morta na Avenida Maranhão em Teresina (foto: arquivo pessoal)

Em entrevista ontem (16), a delegada declarou que há sangue em vários cômodos da casa e nas placas do veículo, que estava na casa e pertenceria a Paulo. Dentro do veículo foi encontrado uma faca suja de sangue, provavelmente usado para matar Aretha.

“Tem muito sangue, principalmente na sala, mas nos outros cômodos da casa também tem. Fora da casa também tem. O carro tem sangue tanto na placa dianteira como traseira. O carro está sendo periciado e tem sangue dentro também. em uma faca dentro do carro que foi apreendida e será periciada. Ele é o autor do crime. O carro é dele”, afirmou.

Aretha pode ter sido morta dentro da casa. O sepultamento ocorreu na manhã de quarta-feira (16) em um cemitério na zona Sul de Teresina. Os familiares, que já apontavam crime passional devido as ameações e agressões cometidas pelo ex-namorado, pedem por justiça. 

O laudo do Instituto de Medicina Legal não foi concluído, mas está dentro do prazo. 


Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

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