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Irmão de Aretha Dantas acredita que crime teve motivação passional

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Foto: Divulgação/ Redes sociais

A família de Aretha Dantas, encontrada morta na Avenida Maranhão ontem (15), em Teresina, acredita que o crime foi passional.  Os familiares estão incrédulos com a crueldade em que a cabeleireira foi submetida e pedem por justiça.   Até o momento, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) não informou sobre o suspeito, mas divulgou que o autor deixou "assinatura visível" no crime. 

O corpo de Aretha será sepultado na manhã desta quarta-feira (16) em um cemitério na zona Sul de Teresina, na mesma cova da mãe, que faleceu há 13 anos. 

“Ela deixou ele (ex-namorado) porque sofria agressão. Ele a trancava em casa. Coisa de psicopata mesmo. Tinha ciúmes até dos irmãos. Ela só contou mais as coisas para gente depois que se separou dele, e estava decidida a não reatar mais. A gente não gostava dele. Ela tentou se separar umas três vezes, mas voltava porque ele ficava chorando. Mas dessa vez nós estranhamos porque ‘ele simplesmente aceitou’. A gente estranhou porque ele ficou calado”, contou o irmão de Aretha, Aldi Filho.

O irmão relata que após iniciar o relacionamento com o ex-namorado Aretha “mudou até a feição”.

“Ela era mais brincalhona, alegre, saia mais. Visitava os irmãos. Depois, não.Tudo mudou. Ele inclusive parou de falar comigo. Dava pra ver o medo no rosto dela. Ela saiu de casa falando que iria lanchar com uma amiga por volta das 20 horas, e não voltou. Soube da morte pela mídia e depois a reconheci pelas tatuagens que divulgaram”, disse o irmão.

Aretha chegou a morar por quase um ano com o suspeito citado pela família e estava há cerca de três meses separada. O irmão declarou que Aretha não chegou a prestar Boletim de Ocorrência relatando as agressões.  O irmão confirmou que Aretha chegou a fechar o salão de beleza porque ele "não deixava ela trabalhar". Ela teria saído de um emprego como vendedora em uma joalheria para abrir o salão. 

“A minha avó, que tem 85 anos, chamou Aretha para morar com ela, que seria mais seguro. Ela sempre foi uma mãezona para os netos. É tudo tão trágico. Minha avó ainda não veio ao velório, não sei se ainda virá”. 

Brutalidade

A morte de Aretha Dantas, 33 anos, chocou a população devido à brutalidade da ação. Ela foi esfaqueada com pelo menos 20 perfurações e chegou a ser atropelada por um veículo, pois tinha marcas de frenagem no seu corpo.  O corpo foi localizado por volta das 4 horas de terça-feira (15), a uns 200 metros da Ponte Nova, na Avenida Maranhão, no bairro Tabuleta, em frente a um campo de futebol. 

O Instituto Médico Legal (IML) - em avaliação preliminar - apontou que a vítima foi atropelada, estava com sinais de muita violência e sofreu vários golpes de arma branca (faca). Segundo a direção do IML em dez dias sairá o laudo oficial.


Corpo foi encontrado por populares na Avenida Maranhão, no bairro Tabuleta (foto: Carlienne Carpaso)



Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

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