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Juiz decreta prisão preventiva do suspeito de matar cabeleireira Aretha Dantas

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Foto: Lyza Freitas/Cidadeverde.com

O juiz Luiz de Moura Correia, da Central de Inquéritos de Teresina, decretou na tarde desta quinta-feira (17) a prisão preventiva de Paulo Alves Santos Neto. Ele é apontado pela polícia como autor da morte da cabeleireira Aretha Dantas Claro. O rapaz foi preso na noite de quarta-feira na Ponte da Amizade, após seu advogado marcar com a polícia um local para ele se entregar.

“Foi transformado o flagrante em prisão preventiva e ele foi encaminhado para a Central, para depois ser levado para um dos presídios do Estado”, afirmou o coordenador da Delegacia de Homicídios, delegado Francisco Costa, o Baretta. 

O Cidadeverde.com flagrou o momento em que Paulo Neto chegou à Central de Flagrantes na tarde desta quinta-feira. Ele trajava uma camisa branca com a bandeira do Brasil e calça jeans preta. O suspeito não quis falar com a imprensa. Antes, em seu depoimento, Paulo disse que matou Aretha em legítima defesa.

Baretta garantiu que o suspeito foi preso, pois acabou não se entregando como havia dito que faria. Paulo Neto, também de acordo com Baretta, afirmou no momento da prisão que tinha a intenção de se suicidar.

“O advogado de Paulo entrou em contato com o delegado Igor, que disse que Paulo queria se entregar. Eles marcaram um local X, que era próximo à Avenida Maranhão e quando o polícia chegou lá, o advogado disse que ele estava no local, mas que surtou e saiu caminhando dizendo que ia se matar. Então a polícia saiu em busca dele nas proximidades e o delegado Igor disse que ele foi encontrado encostado no parapeito da ponte da Amizade, (na  Maranhão), quando foi preso. Ele não se apresentou, ele foi preso, até porque ele estava sendo procurado”, contou o coordenador.


Foto: Lyza Freitas/Cidadeverde.com

Baretta informou também que a delegada do Núcleo de Feminicídio, Luana Alves, tem 10 dias para concluir o inquérito com todos os laudos das perícias dos locais de crime, do carro, do corpo, dentre outros.

“A polícia tem todas as provas que possam robustecer e apoiar uma denúncia pelo Ministério Público, e o juiz possa fazer a instrução e levar um indivíduo desse ao Tribunal de Juri. [...] Agora é com o Ministério Público, com o Poder Judiciário”, concluiu.

 

Hérlon Moraes e Lyza Freitas
redacao@cidadeverde.com

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