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Maternidade Evangelina Rosa reforça estoque de medicamentos e insumos

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A falta de medicamentos e insumos na Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER) tem sido um dos problemas mais debatidos e questionados pelo do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde do Ministério Público do Piauí, por meio da 12ª Promotoria de Justiça.  Hoje o diretor da MDER, médico Francisco Macedo, rebateu que “a baixa do estoque não é a falta de medicamento. Nunca deixou de ser feito nenhum procedimento em função desse problema”, frisou. 

Hoje pela manhã, a Maternidade informou que recebeu uma grande quantidade de insumos e medicamentos no decorrer desta semana para garantir o estoque para a Instituição.A ação é em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). Para Francisco Macêdo com a ajuda da Sesapi a Maternidade estará totalmente abastecida em curto espaço de tempo. 

A Evangelina Rosa é um hospital de alta complexidade, que atende grávidas em gestação de alto risco e seus bebês, que podem vir a ter complicações ao nascer, e tem tido problemas nos últimos meses com baixa de estoque em alguns itens. 

Na última quinta-feira ocorreu uma audiência pública na Câmara Municipal de Teresina para tratar da  atual situação da MDER, que recebe grávidas de baixo risco, como isso, ocorrem, pontualmente, problemas como a superlotação, que está diretamente ligada a falhas na atenção básica, ou seja, no pré-natal de mulheres em gravidez de baixo risco, sobretudo.
 
Queda da mortalidade

O diretor da Evangelina destacou que convocou o comitê de óbitos da Instituição para uma análise minuciosa dos dados da Instituição. E a constatou fatos que merecem esclarecimento público.

O primeiro deles se refere aos números do primeiro quadrimestre de ano de 2017, comparado ao deste ano. De janeiro a abril de 2017, a Evangelina registrou 126 (43,1 para 1000 nascidos vivos) óbitos infantis. Já neste ano, no mesmo período, os números diminuíram, foram 115 óbitos (42,4 para 1000 nascidos vivos). 

Outra queda identificada foi no número de óbitos maternos, que no primeiro quadrimestre do ano passado foram registradas oito. Em 2018, no mesmo período o número caiu para cinco, ou seja, uma queda de cerca de 40%. Importante ressaltar que desse total, a MDER 2824 nascidos vivos, de janeiro a abril de 2017, para 2709 em 2018. “Somos a maior maternidade pública do Estado, referência em alta complexidade e não se pode comparar índices que são feitos juntos com maternidades de baixo risco. É natural que a nossa média seja maior”, explica Macêdo enfatizando que se o índice fosse feito junto com as Instituições de alta complexidade, a MDER não estaria acima da média.

A MDER vem se consolidando como referência em alta complexidade e passou a receber, em maior número, parturientes nessa situação de alto risco. “Esse fator implica diretamente no crescimento do gráficos”, diz Macêdo, ressaltando que os números são claros.

As causas das mortalidades se dividem em duas formas: “inevitáveis” e “evitáveis”. As inevitáveis são os casos de bebês com má formação, anencéfalos, prematuros extremos (peso abaixo de 500g), dentre outros. Esses não sobreviveriam em nenhuma maternidade. Já as causas evitáveis, mais de 60% ocorrem pelo não funcionamento da rede básica durante o pré-natal, o que desencadeia vários problemas, como, por exemplo, infecção urinária e ginecológica nas parturientes, eclampsia, etc. 

É comum acontecer casos de bebês que nascem com complicações em outras maternidades e são transferidos para Evangelina, pela alta complexidade, e acabam vindo a óbito nesta Instituição, tal como ocorreu recentemente com uma gestante vinda de União. O próprio pai do bebê reconheceu o erro que a esposa não foi transferida de forma adequada. “A médica mandou o soro. Só o suporte”, lamentou. Ele disse ainda que a gestante teria feito o pré-natal no município, mas que era considerada paciente de risco, pois já havia tido gravidez com natimorto.


Da Redação
redacao@cidadeverde.com 

 

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