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Plano Safra 18/19 vai liberar mais de R$ 190 bilhões

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O governo divulgou esta semana em Brasília o dinheiro que vai destinar para financiamentos da agricultura empresarial - o Plano Safra 18/19. O volume previsto aumentou. Para a safra 2018/2019, o Governo Federal deve liberar quase R$ 194,5 bilhões para médios e grandes produtores – um aumento de 3,2% em relação ao ano passado.

Mas o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, admite que é pouco. “O setor agrícola demanda de R$ 390 a R$ 400 bilhões todos os anos para financiar todo o setor. Agora, nós estamos colocando praticamente a metade. Isso significa dizer que, outros agentes, que não o crédito oficial, e também muito recurso próprio de produtores e empresas, estão envolvidos nisso”.

O novo plano prevê pouco mais de R$ 151 bilhões para custeio, R$ 40 bilhões para investimento, R$ 2,5 bilhões e meio para comercialização e mais R$ 600 milhões de seguro rural.

Os juros para todas as linhas de crédito tiveram redução, em média, de um 1,5%. Para o custeio, o médio produtor, com renda bruta de até R$ 2 milhões, vai pagar uma taxa de 6% ao ano. Já os grandes, 7%. Agora, quem quiser investir na propriedade, terá juros entre 5,25% e 7,5%.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja, Bartolomeu Braz, os juros para o crédito rural ficaram altos demais. “Nós tínhamos trabalhado com uma taxa de 5,5% pra colocar esse produtor competitivo. E também colocar esse produtor no acesso a esse crédito”.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) o ponto negativo foi o valor do seguro agrícola. A CNA defendia o dobro do que vai ser liberado. “Se nós tivermos seguro, nós vamos buscar recursos, não vamos precisar do governo, vamos buscar recursos no mercado. Porque tendo seguro safra, qualquer banco empresta ao produtor rural. O que nós precisamos mostrar ao governo, a esse e aos que venham, é que o seguro é um instrumento de modernização da agropecuária brasileira”, explica o presidente da CNA João Martins.

Os recursos estarão disponíveis de 1º de julho deste ano até 30 de junho do ano que vem.

Fonte: G1

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