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Em um mês, pelo menos 15 comércios foram arrombados na Av. Zequinha Freire

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É difícil encontrar um estabelecimento comercial que não foi arrombado e teve as mercadorias furtadas na Avenida Zequinha Freire, na zona Leste de Teresina, em um trecho específico de 500 metros, próximo a igreja católica da Vila Maria do Bairro Vale Quem Tem. 

Pelo menos 15 estabelecimentos foram alvo dos bandidos, que parecem ser do mesmo grupo devido a forma de atuação, em um mês. Dentre as vítimas estão proprietários de petshop, lojas de roupas e mercadinhos. Geralmente, eles entram pelo teto do imóvel. 

A atuação da quadrilha também chama a atenção porque alguns microempresários que não tiveram as lojas arrombadas foram vítimas da mesma forma, pois os assaltantes entraram na casa deles. 

Os microempresários em sua maioria convivem com o medo de continuarem no local e alguns já pensam em fechar o ponto. Eles conversaram sobre a situação, mas preferiram não se identificar, pois já reconhecem os membros da quadrilha.

Dentre os entrevistados, apenas o dono de um petshop concordou em mostrar o rosto. Epifânio Cronemberger foi assalto pela primeira vez há cerca de 20 dias. Depois do ocorrido, ele reforçou a segurança no espaço. 

“Levaram dinheiro e mercadoria. Esses assaltos acontecem toda semana. Todo comércio está sendo alvo. Eles (assaltantes) já são conhecidos da polícia, que não está fazendo nada porque eles dizem que é furto. Só prende se for flagrante. Se tiver com a mercadoria na mão. Meu filho também tem comércio e depois de seis assaltos resolveu fechar porque não ia ficar trabalhando para ladrão”, disse. 

Os comerciantes reclamam da falta de assistência policial porque “ninguém é preso”. “Eu mesmo estou investindo na segurança da loja porque não dá para ficar esperando a polícia e a justiça”, acrescentou Epifânio. 

Já outra comerciante que teve o sistema de segurança roubado alerta sobre as dificuldades de comprar novos equipamentos e de investir na loja com receio de ser novamente furtada.

Um comerciante relatou que foi até a delegacia e ouviu de um pessoal no local que já tinha preso um dos suspeitos e não sabia que ele já estava solto. Em seu mercadinho foram levados diversos produtos, de bebidas alcoólicas a havaianas. O prejuízo foi de R$ 4 mil.

Outra comerciante disse que na última sexta levaram 250 peças de roupa. A mercadoria foi avaliada em R$ 20 mil. Tem microempresária sem expor todo o estoque na loja para evitar ter a mercadoria furtada.  

Outro comerciante que também preferiu não se identificar disse que chegou a levar a filmagem da câmera de segurança com o momento da ação, mas que nada adiantou porque não conseguiu registrar o boletim de ocorrência porque os agentes estavam em greve, no mês passado. 

O microempresário Jefferson Sobral disse que ainda não foi vítima, mas que busca ações efetivas para evitar ser. Ele relatou que já ocorreu uma reunião com o coronel Iran, do 5° Batalhão da Polícia Militar. 

“O coronel Iran já disse que iria reforçar o policiamento, mas a gente precisa que a Polícia Civil faça a sua parte porque a PM não faz a investigação para prender”, destacou. 

Investigações

O delegado do 11° Distrito Policial, Luís Guilherme de Sousa, informou que já recebeu alguns boletins de ocorrência relatando os arrombamentos e que a investigação está em andamento. Ele afirmou que já possui dois pedidos de prisão preventiva de arrombadores identificados; um terceiro pedido foi negado pela Justiça e o DP pedirá a reconsideração.  Luís Guilherme acredita que com essas duas prisões irá diminuir as ocorrência. 

 Luís Guilherme também relatou a dificuldade de localização dos suspeitos, pois muitos ficam em situação de rua, o que dificulta o trâmite processual já que não são localizados em endereços fixos. 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

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