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Themístocles diz que MDB quer vice e não deve debochar do adversário

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O presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, Themístocles Filho (MDB), afirmou nesta quinta-feira (21) que não se pode debochar de nenhum adversário e que o governador Wellington Dias (PT) tem muita sabedoria em não menosprezar qualquer candidato que seja, por achar que a eleição já está ganha.

Em entrevista ao Jornal do Piauí, Themístocles continuou evitando falar sobre a formação da chapa majoritária, mas ainda sinaliza que o MDB quer a vaga de vice, defendendo seu nome. De acordo com o presidente, a ajuda que o MDB está dando ao governo administrativamente pesa na decisão para a escolha da vice.   

"O governador fez um pedido a vários parlamentares para que não trate sobre o assunto da chapa em televisão, deixe a gente resolver conversando e depois a gente anuncia". O parlamentar acrescentou que “ninguém deve debochar do adversário. [...] O governador tem que ter muita cautela e isso ele tem, não debocha de nenhum candidato e é assim que se deve enfrentar qualquer campanha política”.

Themístocles foi enfático ao afirmar que qualquer candidato do PT que tiver menos de 25 mil votos, falhou na sua missão como parlamentar. Com isso, ele quis dizer que na formação de um chapão na proporcional - que o MDB defende - tem espaço para eleger candidatos dignos de merecerem espaço como deputados.

“Na hora da chapa para deputado federal, que for feita, o PT vai fazer três deputados federais. Será que o PT vai querer deixar de fazer três federais? Com certeza não. Na chapa estadual, os candidatos do PT, a menor votação que um deputado do PT vai ter para se eleger é 25 mil votos nas projeções que fazemos. Um cidadão que faz parte do governo Wellingotn há 12 anos e não tiver esses votos, fatlou a ele ter uma visão maior do seu trabalho junto ao estado. Vamos falar a verdade, não é só MDB não, são todos os partidos desejam e um deputado do PT que não tiver 25 mil votos, ele não trabalhou direito, está faltando alguma coisa nele. E no chapão se elege com 25 mil votos, se elege até com menos", falou. 

Veto do governador 

O deputado Themístocles também comentou a manutenção do veto sobre o reajuste dos professores, depois das polêmica sessão de votação que, ao final, manteve o veto do governador quanto ao aumento de salários. De acordo com ele, foi preciso haver outra votação porque a primeira havia sido feita de forma fechada, contrariando a legislação federal.

“A constituição federal diz hoje, em um dos seus artigos, que todo veto tem que ser em votação aberta e nominal, então eu solicitei a procuradoria da Assembleia nesse imbróglio todo que estava tendo com o projeto que foi aprovado na Alepi, - que depois teve o veto do governador foi derrubado - e a procuradoria disse que estava errado porque a constituição federal é maior do que a estadual, então a Assembleia tem que seguir o rito que a federal diz”, explicou o presidente. 

Como a primeira votação não seguiu o rito federal, de acordo com Themístocles, precisou ser anulada para que fosse feita a segunda, de forma aberta, que manteve o veto. “(O primeiro veto) não valeu, porque foi fechado e a constituição do nosso país diz que veto tem que ser em votação nominal e aberta”.

Themístocles observou que se alguém se sentiu prejudicado, tem todo o direito de buscar a justiça. Além disso, o deputado afirmou, depois da polêmica, que todo veto agora a ser analisado na Alepi tem que ser em votação aberta e nominal.

Lyza Freitas
redacao@cidadeverde.com

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