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A fórmula para ganhar o Campeonato Piauiense

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Pela terceira vez dirigentes do nosso futebol estiveram reunidos na sede da Federação. Na pauta de discussões o Campeonato Piauiense de 2009. Ainda não me aprofundei na análise dos "debates" porque decidi esperar um pouco mais, na expectativa de decisões concretas e definitivas.



Numa análise de certo modo superficial, deu para perceber que a preocupação maior, assim como aconteceu ao longo da história do Campeonato Estadual, é encontrar o caminho para ganhar o título enganando os outros,embora a receita mais viável no mundo todo para ser campeão seja formar um time capaz de superar os adversários nos aspectos técnico, tático e físico e sob um comando realmente competente.E para chegar a tanto, é indispensável uma estrutura montada em regime profissional. Vencer com "armações" pesa pouco no resultado final.

 Buscar atalhos não é garantia de vitória. Recentemente o técnico Vanderley Luxemburgo mandou um time de reservas jogar em Buenos Aires para poupar os titulares que teriam que enfrentar o Grêmio no Palestra bem  "descansados."O resultado foi vitória gremista por l x 0 e logo em seguida o mesmo Palmeiras sofreu goleada de 5 x 2 para o Flamengo no Maracanã.

Identifiquei nos "debates" que está havendo uma disputa capital x interior do Estado. Chegaram a colocar num mesmo grupo de classificação River, Piauí, Flamengo e Barras, certamente para provocar a eliminação o mais cedo pssível de possíveis candidatos mais fortes ao título. Isso não é profissionalismo.É amadorismo da pior espécie.

E ainda falam que "haverá um marketing esportivo para o Campeonato" sob o comando de empresa que não tem nehum now how em matéria de esporte. O mesmo já foi feito em outras duas oportunidades com resultados desastrosos. Escancararam os portões dos estádios para os torcedores e ainda assim a média de público ficou quilômetros abaixo dos resultados expressivos alcançados em vários anos com a cobrança de ingressos nos preços normais. São vários os fatores determinantes para o sucesso de uma competição esportiva, com destaque para : formação de bons times, notadamente os mais populares, equilíbrio na disputa e o trabalho que realiza a imprensa esportiva. Aliás os autores das fórmulas mágicas, inclusive dos programas de "marketing", levam a fama e os lucros, ficando para os profissionais da comunicação esportiva  os coquetéis e título de otários.

VICIAR O CIDADÃO

É preciso tomar cuidado com o excesso de gratuidade no futebol. O projeto da nota fiscal tem seu valor, foi importante em determinado momento, mas não deve perdurar ao longo dos anos. Não é legal viciar o  esportista a ter futebol sempre de graça. Em nenhuma parte do mundo é assim.Semanalmente milhares de pessoas em Teresina pagam ingressos de 25, 30, 40, 50 e l00 reais por espetáculos musicais.

Os espetáculos têm elevados custos e não podem ser de graça. Pois o futebol também tem seus custos elevados e necessita de receitas.Não se justifica que os torcedores nunca tenham dinheiro a compra dos ingressos nos estádios. E ainda achem que pagar R$5,00 ou R$ l0,00 por um jogo é muíto caro. Se é assim, como os clubes vão manter os profissionais do futebol ? Em todo o mundo são diversas as fontes de receitas dos clubes e todas elas provenientes dos seus torcedores.

Aqui é para ser tudo de graça. Camisas,títulos de sócios e até ingressos para os jogos. Assim não dá.A reformulação administrativa no futebol piauiense precisa ser feita urgentemente, usando a expressão popular, de cabo e rabo.

Os poderes públicos têm espaços maravilhosos para caminharem juntos com o futebol, sem doações, mas com permuta de serviços. E é fácil identificá-los. Duas audiências públicas foram realizadas, na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal. Ambas resultaram numa tremenda perda de tempo. Ambas foram caracterizadas por discussões inúteis, sem nenhum resultado prático.

Os caminhos para um futebol piauiense forte são vários, mas podem ser simplificados em trabalho e competência, sepultando as férias de 5 e 6 meses todos os anos. E lembramos que l00 mil pessoas viram 3 Rivengos nas finais de um Campeonato, sem "trabalho de empresa de propaganda". Dezenas de Rivengos tiveram públicos acima de l0 mil pessoas no Lindolfo Monteiro. Tudo por conta de ações de dirigentes e de cronistas esportivos.Voltaremos ao assunto.

Dídimo de Castro

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