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Cirurgião vascular explica sobre sintomas causas do linfedema

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Especialistas afirmam que é preciso cuidar bem da saúde e estar atento a quaisquer sinais que venham surgir em nosso corpo, uma vez que podem indicar algum problema. Porém, algumas doenças são pouco conhecidas e precisam ser explicadas de forma mais clara à sociedade, como é o caso do linfedema.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), o linfedema é uma doença crônica que se manifesta pelo acúmulo de líquido intersticial e alterações teciduais ocasionados por uma insuficiência da circulação linfática, não só acarreta um edema (inchaço) localizado, mas também alterações histológicas teciduais com transformação para fibrose, aumento das células de gordura e diminuição da imunidade do local afetado.

O médico angiologista e cirurgião vascular, Giordano Matos, explica que existem dois tipos de linfedema. “Os primários ou congênitos que geralmente não causam limitações e os secundários, considerados mais graves, que podem levar à incapacidade funcional do membro afetado”, esclarece o médico. Giordano Matos ainda alerta para alguns sintomas e afirma que “quando a pessoa nasce com poucos gânglios linfáticos e desde jovem já tem manifestações de pernas inchadas, quando viaja longos períodos, toma muito sol ou tem conhecimento na família de parentes com o problema, é importante ficar atenta e procurar um médico angiologista”, esclarece.

Cirurgião vascular, Dr. Giordano Matos

O especialista ainda explica que a consulta e o acompanhamento com um cirurgião vascular é essencial para o diagnóstico e tratamento da doença. “Com a progressão do edema pode haver endurecimento da pele e fibrose do tecido, o que acaba gerando sofrimento progressivo com escurecimento da pele, por isso é importante o diagnóstico na fase mais inicial do linfedema”, alerta o médico. “Devemos lembrar que o linfedema é uma doença crônica e o tratamento é paliativo, visando sobretudo a evitar sua piora ou evolução para as formas avançadas e limitantes da doença”, conclui.

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