Cidadeverde.com
Política

Na TV, Sueli defende autonomia da Uespi, o SUS e radicalização da democracia

Imprimir

O Jornal do Piauí iniciou nesta quinta-feira (13) a série de entrevistas “Fala Candidato” com os concorrentes ao Palácio de Karnak nas eleições de outubro. Sueli Rodrigues, do PSOL, abriu a sabatina e defendeu a autonomia financeira da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e o fim das isenções de impostos para grandes empresas, além de uma radicalização da democracia. A candidata criticou ainda a paralisação das obras da Transnordestina e definiu o empreendimento como mero objeto de desapropriação da população local.

“A Uespi foi criada por uma piada, por um governo que não leva o ensino a sério. Não precisa de outra lei para dar autonomia e o gestor não ficar um pedinte”, afirmou.

Sobre atração de investidores, Sueli defendeu isenção aos pequenos ao invés de grandes empresas que, segundo ela, terminam abandonando seus postos após esgotar as potencialidades locais.

“Os grandes não precisam de proteção do Estado. Quem precisa são as famílias que alimentam esse estado. É a agricultura familiar”, defendeu.

Ao comentar grandes empreendimentos no Piauí, a candidata lembrou de obras como a Transnordestina, que até agora não saiu do papel em sua totalidade.

“A única coisa que a Transnordestina fez foi desapropriar. As pessoas souberam que sofreram as desapropriações quando receberam cartas para as audiências. Isso é um golpe à democracia”, destacou.

Foto: Catarina Malheiros

Máquina pública

Na primeira entrevista da série “Fala Candidato”, Sueli defendeu que o Estado funcione com o necessário para atender a população. “Não somos defensores de estado mínimo e sim necessário para atender às demandas necessárias. O maior problema são as negociações de cargos, licitações, depois as acomodações do que é negociado na velha política de balcão de negócios”, criticou.

SUS

Na área da saúde Sueli reconheceu que o SUS tem problemas, mas defendeu o sistema de saúde brasileiro. “O SUS foi e é uma importante conquista da sociedade brasileira e é referência mundial. Esse serviço precisa chegar antes, não pode chegar depois que a pessoa morreu e não só em Teresina”, disse.

Lula e radicalização da democracia

A candidata do PSOL falou também da prisão do ex-presidente Lula e reiterou que o Brasil precisar ter uma radicalização na democracia.

“Defendo uma radicalização da democracia. A população precisa se educar para fazer política todo tempo, pois a política é quem decide todo dia. Não acho que a corrupção seja o nosso maior problema, o nosso problema mais grave chama-se desigualdade social. Sobre Lula, existe um seletivismo. Tínhamos que derrotar o Lula era nas urnas”, afirmou, ressaltando que a destituição da ex-presidente Dilma Rousseff foi golpe.

“Essa visão que não foi golpe divide opiniões. A minha opinião eu acho que ainda é maioria. 
Essa posição que foi algo dentro da legalidade se torna menor entre os juristas”, finalizou.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Imprimir