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Comandante do Exército não pode ser 'Galvão Bueno da eleição', diz Boulos

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(FOLHAPRESS) - "O comandante do Exército ser o Galvão Bueno da eleição é uma coisa inadmissível", disse o presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) nesta sexta-feira (14), numa crítica à entrevista que o general Eduardo Villas Bôas deu na semana passada.

O comandante disse ao Estado de S. Paulo que a legitimidade do novo governo pode ser questionada, dias após o esfaqueamento de Jair Bolsonaro (PSL).

E não é um qualquer a dar esta declaração, afirmou, aproveitando para alfinetar o vice de Jair Bolsonaro (PSL). "Não é um general de pijama, não é o general Mourão."

Militares que se dispõem a usar mídia e redes sociais para serem "comentaristas da política" não podem ser tolerados, disse o candidato num evento no centro paulistano que discutiu seu programa de governo, batizado "50 Receitas de Boulos para Mudar o Brasil". Um dos tópicos: democratização das Forças Armadas, o que incluiria desmilitarizar o ensino fundamental e médio e também a polícia.

O projeto também defende o fim do alistamento militar obrigatório.

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