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Geórgia Nunes afirma que OAB está devendo mais de R$ 1 milhão

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A candidata à presidência da OAB Seccional Piauí, advogada Geórgia Nunes, afirmou nesta terça-feira (6), que a atual gestão da OAB está endividada, devendo a instituições financeiras um montante de quase R$ 1 milhão. Geórgia Nunes criticou a política de “envio de notinhas” da administração vigente da Ordem no estado.

A advogada afirmou hoje, em entrevista ao Jornal do Piauí, que teve que ajuizar uma ação na justiça federal pata ter acesso aos dados referentes a 2016 e 2017. De acordo com ela, as informações de 2018 ainda não foram disponibilizadas pela diretoria atual.

“A insolvência da OAB Piauí foi constatada pelo Conselho Federal. O Conselho faz ano a ano a análise das contas e constatou que a OAB está insolvente, gasta mais do que arrecada e que deve a instituições financeiras, quase R$ 1 milhão até 2017. Não temos ainda as informações de 2018 porque não foram disponibilizadas pela atual gestão. Já estamos em outubro e não temos todos esses dados", afirmou Geórgia Nunes. 

De acordo com a advogada, em 2016, a administração da OAB gastou R$ 260 mil com passagens aéreas e  a Caixa de Assistência do Piauí gastou mais de R$ 4 mil em um almoço de confraternização de diretoria em maio de 2017.  “Enquanto na nossa gestão, em 2015 foram gastos R$ 39 mil e3m passagens. A diretoria é composta de cinco membros. Justifica esse tipo de gasto?”, falou Geórgia, que foi diretora tesoureira da gestão da OAB-PI nos anos de 2013 a 2015. 

A candidata disse que entrou nessa disputa para apresentar uma opção para advogados que não estão satisfeitos com a atual gestão. Segundo Geórgia, se a sua chapa for eleita, vai cortar gastos e realizar investimentos onde a OAB precisa.“Somos candidatos pela oposição porque não concordamos não apenas com a forma da gestão financeira da nossa entidade, com a forma como vêm sendo aplicados nosso recursos financeiros, mas também porque não concordamos com a omissão, com a inércia, diante de assuntos tão caros para advocacia e para a sociedade”, afirmou.

Ele complementou criticando: “Nós não podemos continuar com essa cultura de notinhas. Notinha não resolve problema de violação de prerrogativa. Por exemplo, o advogado é violado em suas prerrogativas, sofre ofensa pelas mais diversas autoridades, desde secretários, serventuários até magistrados e a OAB se restringe a emitir notinhas”.

De acordo com a advogada, a ação correta nesses casos seria desagravar, perante a autoridade, o local onde aconteceu a ofensa. “Precisamos representar as autoridades que não se houverem bem no exercício do trato com a advocacia. Pela constituição, é essencial a prestação da justiça. Ela é tão importante quanto o magistrado, Ministério Público e quanto qualquer servidor da esfera da administração pública e a OAB deve velar e zelar por essa prerrogativa”.

 Foto: Catarina Malheiros/ Cidadeverde.com

Lyza Freitas
redacao@cidadeverde.com 

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