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Diretor admite que Hospital Infantil passa por dificuldades financeiras e estruturais

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O diretor do Hospital Infantil do Piauí, Vinicius Nascimento, disse nesta quinta-feira (8) que o local passa por dificuldades estruturais e de custeio, mas que consegue prestar os serviços a contento, mesmo com a capacidade reduzida de atendimento. Vinícius Nascimento falou que o Hospital precisa de uma ampla reforma que deve custar em torno de R$ 15 milhões, cujo projeto já está na fase final.

O prédio que abriga o Hospital Lucídio Portela foi construído nos anos 40 e parte da estrutura física está comprometida, apresentando, por exemplo, problemas de infiltrações pelo teto e falta de leitos adequados para o atendimento das crianças. De acordo com o diretor, o Hospital possui 86 leitos, duas salas cirúrgicas para a realização, em média, de 220 a 240 cirurgias por mês e que cerca de oito mil procedimentos ambulatoriais são feitos/mês em apenas oito consultórios. 

“O Hospital Infantil deve ser encarado pela sensibilidade no Estado. Do ponto de vista estrutural, você precisa ter um investimento e temos os projetos já feitos e o secretário de Saúde, Florentino Neto, teve uma conversa com a base do governo e parte desses recursos já está sendo destinado. O senador Ciro Nogueira sinalizou uma negociação em torno de R$ 15 milhões, que seriam aqueles R$ 6,5 milhões iniciais, que ele já tem garantido R$ 1,5 milhão para a UTI, mas chegar ao teto do valor seria para uma reforma total da estrutura”, explicou Vinícius. 

De acordo com ele, é preciso uma grande reforma, para se fazer adequações sanitárias e deixar as enfermarias dentro das normas da vigilância e fazer adequação do telhado, por causa das infiltrações recorrentes, por exmplo. Hoje, segundo Vinícius, o Hospital funciona com capacidade reduzida e é necessário dobrar a capacidade de atendimento para que possa conseguir ampliar os tipos de serviços, que estão a cada dia se modernizando.

“Por conta dessa estrutura antiga, temos que fazer as adequações, pela modernização dos serviços implantados, como as neurocirurgias, cirurgias ortopédicas e da parte de urologia, que teve um desenvolvimento muito grande. E temos que pegar esse novo perfil do hospital, que tem que se concentrar na alta complexidade e dá uma estrutura digna para os usuários”, 

Ele complementou: “A ideia é que ele mantenha a alta complexidade concentrada nele e a interiorização das cirurgias de baixa complexidade. Os procedimentos de média complexidade, que precisamos de UTI, por exemplo, o hospital pela natureza dele, continue a receber, que é o projeto de interiorização que aconteceu no ano passado e continua este ano.

Vinícuis informou ainda que há um projeto de Parceria Público Privada (PPP) para a reforma do local e que o terreno para a construção já está garantido. “Está na fase final de determinação de recurso que virão para a construção. Está avançado e acreditamos que em cinco anos teremos esse hospital construído no Piauí. Vamos incluir reabilitação, parte de procedimentos de alta tecnologia, que já está sendo implantado. Ou seja, é uma demanda muito grande para capacidade de atendimento física diminuta".

Foto: Catarina Malheiros/ Cidadeverde.com

Lyza Freitas
redacao@cidadeverde.com

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