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Sindicato relata dificuldades dos servidores na Evangelina Rosa e aponta solução

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Imagem: Yala Sena


"Uma situação estrutural dramática". Esse é o relato do Sindicato dos Servidores em Estabelecimento em Saúde Pública do Estado do Piauí (Sindespi) ao falar sobre a Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER).  Há uma semana, a maternidade está sob interdição ética.


A interdição feita pelo Conselho Regional de Medicina cancela o atendimento de baixa e média complexidade, fazendo com que a MDER atenda somente os casos de alta complexidade, no qual é referência no Estado.

O sindicato alerta que já fez reiteradas denúncias sobre o caso, e teme que a situação prejudique ainda mais os usuários e os próprios servidores.

"O Sindespi acompanha com tristeza mais esse caso, ressaltando que os problemas são estruturais e de gestão", pontua a entidade. 

A presidente do Sindespi, Edna Martins, comenta que os problemas estruturais, a falta de recursos humanos, de medicamento e material básico já era conhecimento de todos. 

"Falta condições mínimas de trabalho. Às vezes é preciso esse choque. O governo precisa mudar para melhor sua administração, tanto para o usuário, quanto para os servidores que trabalham em condições precárias”, afirma Martins.

Já a diretora do sindicato, Elizabete Duarte, acrescenta que ao mesmo tempo em "os servidores estão expostos a responder processos judiciais, por terem que fazer improvisos devido à falta de estrutura, precisam improvisar para minimizar o risco de perder uma vida”, desabafa Elizabete.

Ela ressalta que o momento é difícil. “É triste vê uma instituição desse porte interditada. Na maternidade há mais de 700 servidores com seus vencimentos ameaçados. Já é uma realidade a redução de empregos e dificuldades para o servidor público. O governador anunciou uma lista de cortes para reduzir despesas. Os que vão ser penalizados, com isso, são os usuários do Sistema Único de Saúde e os servidores”, argumenta Elizabeth.

Uma as soluções apresentadas pela presidente do Sindespi é a construção da nova maternidade de alta complexidade, prometida há anos, e a manutenção da Evangelina Rosa como maternidade de baixa e média complexidade. 


Presidente do Sindespi Edna Martins (Foto: arquivo pessoal)


Edna Martins explica que somando as quatro maternidades municipais (Satélite, Dirceu, Promorar e Buenos Aires) o número de leito não ultrapassa 160 unidades. 

“A nova maternidade irá ampliar o número de leitos e de profissionais, mas é preciso manter a Evangelina Rosa como maternidade de bairro, de média e baixa complexidades, num acordo entre Estado e Prefeitura. Hoje, há poucas maternidades de bairro e com um número de leito muito reduzido, além de não possuir UTI’s", comenta Edna Martins.

 

Da Redação
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