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Iate de Eike Batista é vendido por R$ 14,4 milhões

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Foto: Reprodução/instagram/@realeikebatista

O iate do empresário Eike Batista foi vendido nesta terça-feira (13) por R$ 14,4 milhões.

A venda ocorreu em leilão judicial determinado pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio, que julga os crimes apurados pela Operação Lava Jato no estado. 

O barco foi posto à venda na última quinta-feira (13), com avaliação de R$ 18 milhões, mas nenhum interessado deu lance mínimo que cobrisse a oferta inicial. 

A embarcação foi, então, ofertada novamente nesta terça, com redução de R$ 3,4 milhões no preço inicial. Apenas um interessado apareceu e fechou negócio. 

O iate tem capacidade para 21 passageiros e conta com quatro quartos, dos quais duas suítes, e garagem para dois jet skis. 

O valor da venda será utilizado para pagar parte da multa de R$ 53 milhões imposta ao empresário pelo juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. 

Eike foi condenado em julho passado a 30 anos de prisão sob acusação de ter pago até US$ 16,6 milhões de propina ao esquema do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB). 

O pagamento teria ocorrido no exterior por meio de doleiros, em transações apuradas pela Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato. 

Eike foi condenado pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ele chegou a tentar um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República, mas a equipe da procuradora-geral, Raquel Dodge, considerou insuficientes as provas apresentadas. 

Em 2012, no auge da operação de seu grupo de empresas de petróleo, mineração e energia, Eike teve uma fortuna calculada em US$ 30 bilhões. 
Na época ele foi apontado como o sétimo homem mais rico do mundo pela revista Forbes. 

No ano seguinte, seu império começou a ruir quando as estimativas de produção da petroleira OGX não se confirmaram. 

O valor das ações das empresas do grupo listadas na bolsa passaram a cair fortemente, levando o grupo EBX à derrocada em menos de um ano. 

Eike tornou-se o primeiro integrante da lista dos dez mais ricos da Forbes a ser preso desde a prisão do traficante Pablo Escobar, em 1991. 

 

Fonte: Folha Press

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