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Setut afirma que só dará reajuste se prefeitura pagar dívida de R$ 20 milhões

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Fotos: Letícia Santos

A direção do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros (Setut) acusou a Prefeitura de Teresina de não repassar recursos de subsídio e que isso compromete o reajuste no salário dos motoristas e cobradores de ônibus. A denúncia foi feita pelo presidente do Setut, Edmilson Carvalho, que participava de uma mesa de negociação na tarde desta terça-feira (22) na Superintendência do Trabalho. A reunião era para evitar a greve dos motoristas., que hoje paralisaram os serviços por uma hora.

A categoria está pedindo um reajuste de 8,43% no salário, o que aumentaria os vencimentos de R$ 1.876 para 2.045,78. Além do presidente do Setut, participaram da reunião o diretor do sindicato, Marcelino Lopes; o superintendente do Trabalho no Piauí, Philippe Salha; a mediadora Socorro Queiroz e os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Teresina (Sintetro), Fernando Feijão e Francisco das Chagas.

Na reunião, o presidente do Setut disse que só tem condições de dar o reajuste se a prefeitura honrar com o acordo firmado. Segundo ele, a PMT está devendo 15 meses de subsídio (gratuitadade + custo da diferença da tarifa) e que a dívida já chega a R$ 20 milhões.

Edimilson Carvalho, presidente do Setut

O Sintetro disse que não abre mão do reajuste e uma assembleia está marcada para esta quarta-feira (23) para decidir se haverá nova paralisação ou até mesmo greve.

"Avaliamos positiva a reunião, discutimos muitas questões da própria reforma trabalhista que colocamos na convenção e que hoje tem uma certa aceitação. Não chegamos, infelizmente, em nenhum percentual de reajuste que possa contemplar a categoria, porque eles alegam a participação da prefeitura e querem que a prefeitura venha negociar a dívida que deve aos empresários", disse Fernando Feijão.

Fernando Feijão, presidente do Sintetro

Suspende as paralisações até segunda

Feijão disse ainda que a categoria vai aguardar até segunda-feira uma posição do Setut. 

"Se não houver acordo na terça-feira chamamos a categoria para deliberar um movimento paredista". 

O superintende Philippe Salha disse que, devido ao impasse no reajuste, uma nova reunião será marcada para segunda-feira (28), às 15h, desta vez com a presença de membros do executivo municipal, já que o Setut atrela o reajuste ao pagamento do subsídio.

Marcelino Lopes, diretor do Setut

Marcelino Lopes, diretor do Setut, também ressalta que o reajuste salarial depende do pagamento da dívida da prefeitura junto aos empresários. 

"Temos um contrato em que a prefeitura tem que pagar as empresas que operam no sistema a diferença entre o custo e a tarifa praticada. E como a prefeitura tem alegado ao longo desse tempo - de 2015 pra cá - que tem dificuldade de fazer esses pagamentos por questões orçamentárias". 

Segundo Marcelino é importante a participação da prefeitura na mesa de negociação porque o setor público representa 30% da receita do sistema. 

O outro lado

A assessoria da Prefeitura informou que não há débito referente a 2017 e que aguarda um encontro de contas da justiça dos valores que não foram cobertos pelo Fundo Municipal de Transporte. A Prefeitura disse que espera uma definição dos valores para fazer o pagamento. O executivo municipal reitera que todos os valores pactuados com a justiça até 2017 já foram quitados. 

 

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com

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