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Nego do Borel adia gravação de DVD após acusações, vaias e parcerias canceladas

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Fotos: Reprodução/instagram/@negodoborel

O cantor Nego do Borel, 26, decidiu adiar a gravação de seu novo DVD, prevista para a próxima terça-feira (29), após ser acusado de transfobia ao comentar um elogio feito pela travesti Luísa Marilac. Ele chegou a ser vaiado durante uma apresentação e teve parcerias canceladas nos últimos dias.

O adiamento da gravação, que aconteceria no Rio de Janeiro, foi anunciado nesta quarta-feira (23). Em comunicado divulgado à imprensa, a assessoria do músico afirmou que a decisão acontece "em respeito às pessoas que [ele] feriu e a toda comunidade LGBTQ+". 

"Não se trata de um momento de celebração, mas de reflexão e respeito. A data de 29 de janeiro também convida a todos a um momento de atenção especial pelo Dia Nacional da Visibilidade Trans", aponta comunicado, destacando o ato também como uma forma de respeito ao trabalho de todos os artistas que participariam do projeto.

A polêmica teve começou no início do mês, após Nego do Borel chamar a travesti Luísa Marilac de "homem gato" nas redes sociais. No dia seguinte, ele gravou um vídeo se desculpando: "Às vezes eu faço brincadeiras sem noção que machucam as pessoas, mas não é o que eu quero. Estou fazendo de tudo pra aprender e melhorar", disse.

O público, no entanto, não deixou passar e vaiou apresentação dele no Bloco das Poderosas, ao lado de Anitta, 25, no último domingo (20), no Rio de Janeiro. A cantora saiu em defesa do amigo: "Eu jamais vou virar as costas para um amigo meu. O que eu posso fazer como amiga é instruir as pessoas das coisas que elas não sabem", disse.

Nos últimos dias, porém, foi a vez das cantoras Ludmilla, 23, e Luisa Sonza, 20, cancelarem suas parcerias com o músico. "Queria agradecer, do fundo do meu coração, às minhas irmãs Ludmilla, Luísa, que não vão poder participar do meu DVD, mas eu super entendo, supertranquilo", chegou a afirmar Nego do Borel.
 
Na terça (22), a própria Luisa Marilac se manifestou agradecendo o apoio que recebeu nos últimos dias, mas também pedindo o fim do linchamento do cantor. "O puxão de orelha que vocês deram no Borel foi maravilhoso, obrigada, mas também basta. Não vamos crucificar o cara", afirmou.


Fonte: Folha Press

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