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Promotor faz vistoria e constata mofo e sujeira no Hospital Infantil

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O promotor Eny Marcos Vieira Pontes, do Ministério Público do Piauí, informou nesta quinta-feira (31) que o Hospital Infantil Lucídio Portela, em Teresina, continua tendo locais insalubres para o atendimento à crianças e para o trabalho dos profissionais. De acordo com o promotor, ainda prevalecem ambientes como mofo e falta de higiene no centro de saúde, o que para ele é uma situação “inaceitável”. 

No dia 18 de dezembro, ou seja, há mais de 40 dias, o MPPI fez uma vistoria no local, onde constatou várias irregularidades. Depois disso, foram expedidos documentos instituindo prazos para que fossem tomadas medidas que melhorassem as condições do atendimento à população e de trabalho dos servidores. Foram estabelecidos prazos de 10, 30 e 60 dias para que fossem tomadas algumas medidas específicas, dentre elas a reforma de determinados espaços. Ontem, o promotor esteve no Hospital novamente depois da vistoria.

“É uma estrutura antiga sim, mas precisa de manutenção. É muito precária, em alguns do compartimento do hospital, ainda prevalece o mofo, em toda a estrutura ainda prevalece a sujeira, falta de higiene. É inaceitável.  Isso leva ao agravamento da saúde das criancinhas que estão lá ou criação de outras situações mais delicadas ainda, principalmente dos profissionais que lá trabalham. Tem locais que são insalubres", reassaltou o promotor em entrevista ao Jornal do Piauí. 

Segundo o promotor, alguns prazos foram cumpridos, outros não. “O local onde era realizada a triagem das crianças, que era insalubre, foi realmente modificado de lugar. Outro aspecto que foi melhorado, foi a questão dos medicamentos, que houve um incremento nesses últimos dias de melhora do estoque. Mas outras não foram cumpridas e vamos exigir o cumprimento, como climatização das enfermarias, as necessárias e urgentes resolução das escalas de trabalho, principalmente dos técnicos de enfermagem”, acrescentou. 

A direção do Hospital disse que há uma questão burocrática que impede a liberação dos R$ 6 milhões que já estão garantidos para a reforma. “Temos três sequências de prazos. Foram feitas algumas reformas de ambientação do quarto das mães, a troca do local da triagem neonatal e foram retirados alguns vazamentos e rachadoras de parede, dentro dos dez dias essa parte foi cumprida. Teve também já a reforma de ambiência das mães e de uma parte do ambulatório”, afirmou o diretor Vinícius Pontes. 

Sobre a reforma geral, ele disse: “Temos agora ua problema que é aguardar a parte burocrática. O mais difícil que era o recurso para reformar, já foi liberado, que são os R$ 6 milhões que estão na conta da Sesapi. O que acontece é que agora o hospital é gerido pela fundação estatal e precisa fazer um aditivo no contrato de gestão entre a Sesapi e a  Fundação Estatal Piauiense de Serviços Hospitalares (Fepiserh) para que a gente possa utilizar esse recurso. Pra que a gente consiga formalizar e concluir todo esse processo de melhoria. A gente está aguardando a finalização de aditivo de contrato e a realização da licitação [...] e acredita que em torno de 45 dias já estará formalizado esse contrato e iniciada a licitação”.  

Audiência
O promotor Eny Marcos Vieira Pontes informou que dia 19 de fevereiro haverá uma audiência pública na sede do MPPI para tratar sobre a problemática. 

 Fotos: Divulgação/ CRM-PI

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Lyza Freitas
redacao@cidadeverde.com

 

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