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Viver Bem

Muito além do trabalho voluntário: um gesto de amor

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Fotos: Ascom RFCC

Quando o assunto é ajudar, toda contribuição é bem-vinda, principalmente quando a ajuda vai para quem mais precisa. Em virtude disso, a Rede Feminina de Combate ao Câncer do Piauí (RFCC-PI) tem firmado parcerias com instituições e conquistado o apoio de inúmeras pessoas que, movidas pelo sentimento de amor, doação e solidariedade, tem contribuído com o trabalho desenvolvido na Casa de Apoio à Criança com Câncer - Lar de Maria e na sala de recreação da Rede, localizada no Hospital São Marcos.

Amparando crianças de 0 a 18 anos em situação de vulnerabilidade e seus responsáveis, provenientes, sobretudo, do interior do Piauí e de estados como Maranhão e Tocantins, a Rede Feminina, juntamente com o Lar de Maria, presta o serviço de assistência durante todo o tratamento oncológico do paciente, funcionando como um ponto de apoio em Teresina que oferece hospedagem, alimentação, material de higiene pessoal, roupas, calçados, brinquedos, cestas de alimentos e auxílio para a aquisição de medicamentos.

A Rede vem mantendo seus projetos ao longo dos anos, graças ao trabalho dos funcionários e as doações captadas pelas voluntárias. Atualmente, a entidade mantém em funcionamento os projetos Abrigar, Apoiar, Aliviar, Alimentar e Alertar. É por meio dessas iniciativas que os pacientes recebem acomodação, alimentação adequada, remédios e exames. A instituição ainda atua em campanhas educativas e de prevenção, orientando a população sobre o câncer.

Mas as doações não chegam apenas em forma de alimentos, brinquedos ou produtos de higiene. Além disso, muito amor, carinho, afeto e prestatividade são doados todos os dias à instituição, por pessoas que enxergam no serviço voluntário, uma maneira de ajudar e fazer o bem ao próximo e a si mesmo, como é o caso da intercambista da AIESEC – uma ONG internacional de intercâmbios sociais voltados para jovens –, Gisela Martins Sousa, que faz parte do projeto Gira Mundo e acompanha o dia a dia das crianças, através de ações executadas e do trabalho voluntário prestado.

Gisela tem 28 anos, é nutricionista e natural de Buenos Aires, na Argentina. A intercambista chegou ao Brasil, especificamente em Teresina, no dia 3 de janeiro desse ano, movida pelo desejo de contribuir, trazendo consigo muito bom humor, animação e experiências que auxiliam no trabalho realizado com os pacientes assistidos pela Rede. Segundo ela, o campo para intercâmbio é vasto, assim como o campo para a execução de projetos também, mas o desejo em trabalhar com crianças portadoras de câncer a trouxe até aqui.

O dia a dia de Gisela é dividido entre as atividades realizadas no Lar de Maria e as atividades executadas nos leitos de internação do Hospital São Marcos. Nos dois lugares, o trabalho é voltado essencialmente para o desenvolvimento da parte educacional dessas crianças que, por conta do tratamento, passam boa parte do tempo fora da escola. Atividades lúdicas, de interação e lazer são desenvolvidas pela intercambista, reforçando, sobretudo, o relacionamento, a autoestima, a memória e a coordenação motora. Desenhos, pinturas, recortes e colagem estão entre as atividades preferidas da criançada.

Acolhida por uma família da capital que também presta trabalho voluntário, Gisela destaca a receptividade e a atenção que tem recebido e disse estar contente com tudo que tem vivenciado. Além dela, outras duas intercambistas também desenvolveram atividades na Rede Feminina. Da Colômbia e também da Argentina, Aledxa Daza Charris e Daylyn Avila Torres, escolheram Teresina e o trabalho voltado para crianças com câncer como prioridade, permitindo as jovens ver a vida muito além da vivência, das histórias e da cultura de seus países.

Para Gisela, a experiência vivenciada diariamente tanto no hospital como no Lar de Maria, além de linda, é gratificante e enriquecedora. Feliz com o que decidiu fazer, a intercambista afirma que está florescendo o seu interior em virtude de poder ajudar aqueles que precisam. “Hoje eu estou feliz. Saio daqui levando uma grande lição. Estou em contato com crianças fortes, apesar do desgaste de um tratamento intenso e doloroso. Mas convivendo com isso, pude aprender que há coisas mais importantes na vida. Apesar de difícil por conta da língua e da realidade que é bem diferente da minha, estou dando o meu melhor e procurando ajudar com o que posso”, disse ela.

Retornando a Buenos Aires no dia 6 de fevereiro, a nutricionista ressalta que pretende estudar mais sobre o câncer e se aprofundar na profissão que escolheu para contribuir com o que sabe. Segundo ela, na Argentina há um hospital que cuida de crianças portadoras da doença e como forma de ajudar e de continuar o que começou na Rede Feminina, ela pretende se inscrever como voluntária para acompanhar o dia a dia dos pequenos, ensinando sobre alimentação saudável.

Do Brasil e de Teresina, fica a gratidão pela recepção e pelo que aprendeu nos 45 dias que pôde conviver com crianças e jovens em situações distintas, e o desejo em poder continuar ajudando quem precisa, levando um pouco de conhecimento e aprendendo sempre mais.

AIESEC

Reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), a AIESEC é o maior movimento de liderança jovem do mundo. Acreditando no intercâmbio como ferramenta para desenvolver uma liderança sustentável, a AIESEC atua desde 1948.

Atualmente, a ONG conta com mais de 2.000 membros no Brasil, além de estar presente em mais de 120 países e contar com mais de 100 organizações parceiras. Por ano, a AIESEC realiza mais de 12.000 intercâmbios e desenvolve programas como: voluntário global, empreendedor global e talento global.

 

redacao@cidadeverde.com

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