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Morador que cortou árvores do Saci presta depoimento à polícia

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Um morador é suspeito de ter ordenado o corte ilegal de árvores de quase 40 anos na praça Gentil Macedo, no bairro Saci, na zona Sul de Teresina. Ele prestou depoimento na manhã desta terça-feira 19) na Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente. O coautor também foi identificado.  

Segundo a titular da delegacia Edenilza Viana, o morador que não teve a identidade revelada, assumiu a autoria, mas alegou que a intenção era revitalizar a praça. 

"A priori ele não demonstrou arrependimento, alegou que queria revitalizar a praça, porque havia muitos usuários de drogas.  Ele disse que mandou fazer isso para espantar eles e afirmou que deu certo. O morador sustenta que ali foi uma poda", disse a delegada. 

O suspeito deve responder nas áreas cível, criminal e penal. O ato é previsto nas leis de crimes ambientais. 

A delegada informou também que o coautor, ou seja, o responsável pelo corte das árvores, já foi intimado e caso não tenha autorização para o uso de motosserra vai responder também por este crime.  

Vizinhos relatam ocorrido

Ao Cidadeverde.com vizinhos admitiram ter conhecimento de quem seria o mandante do crime ambiental, mas não revelaram o nome. O corte das árvores foi realizado no último domingo (17). 

Muitos moradores acordaram com o barulho da motosserra mas ninguém tentou impedir. 

"A maior parte dos moradores acordou com o barulho da motosserra. Todo mundo sabe quem foi. Ele contratou uma equipe para cortar as árvores. Moro aqui há quase 40 anos e agora me deparo com uma coisa dessas, uma total destruição. Isso está doendo em todos nós. Espero que a justiça faça sua parte", disse o morador Aldir Lopes. 

Outro morador, Francisco de Paula, que mora há cerca de 30 metros da praça, classificou a derrubada das árvores como um "desastre". "Não entendo porque fizeram isso, foi um desastre e o sentimento é de tristeza. Parece que passou um vendaval. É difícil de aceitar". 

Ao Cidadeverde.com  alguns moradores reclamaram que a praça servia de abrigo aos usuários de drogas e álcool, que inclusive, usavam o local para o banho e necessidades fisiológicas. 

"Aqui estava um verdadeiro esconderijo. Eles passavam o dia ai bebendo. Às vezes ficavam de 15 a 18 pessoas. A gente já tinha pedido providências, mas ninguém fazia nada. De toda forma entendo, que cortar as árvores, não era a solução", disse a comerciante Nazaré da Silva. 

À TV Cidade Verde foi à residência e ao escritório de contabilidade do morador apontado como mandante do crime ambiental. Sem abrir o portão, uma mulher que se identificou como esposa do morador, contou que ele tinha ido prestar esclarecimentos na delegacia e que posteriormente dará uma "entrevista coletiva". 

No escritório, uma mulher falou que ele não estava no local e nem sabia informar o horário que retornaria. 

Na manhã desta terça(19), equipes da SDU Sul serravam o que restou das mais de 15 árvores e colocando no caminhão de poda. 

 

 

Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

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