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Defensoria Pública do Piauí desenvolve campanha Mulheres Plurais

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A Defensoria Pública do Estado do Piauí desenvolve a campanha Mulheres Plurais durante o mês de março. A primeira homenageada será Esperança Garcia, mulher negra escravizada, considerada a primeira mulher advogada do Piauí.

Lia Medeiros do Carmo Ivo, coordenadora do Núcleo Especializado da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, diz que a história das mulheres foi silenciada e apagada durante muito tempo. 

"A ideia da campanha é recontar essas histórias para que possamos entender a importância de celebrar o mês de março, atentando para a pluralidade das mulheres e revigorando nossas forças para permanecermos resistindo e lutando”, ressalta Lia Medeiros. 

A defensora pública geral, Francisca Hildeth Leal Evangelista Nunes, destaca a importância da luta de Esperança Garcia. 

"Ao iniciar essa homenagem por Esperança Garcia buscamos expressar o misto de orgulho e admiração que sentimos por essa mulher a quem tanto foi negado , mas que nunca se deixou abater.  Que a cada dia, Esperanças possam se insurgir contra qualquer forma de discriminação e preconceito", disse a defensora pública geral.


CONHEÇA ESPERANÇA GARCIA

Esperança Garcia, considerada a primeira mulher advogada do Piauí, viveu na região de Oeiras, na fazenda de Algodões, a mais ou menos 300 km de Teresina. Ela se destacou por sua coragem, a ponto de redigir uma das mais antigas petições brasileiras, em formato de carta, ao então governador do Piauí, Gonçalo Lourenço Botelho de Castro, denunciando os maus-tratos sofridos por ela, seus filhos e suas companheiras de infortúnio. A carta é datada de 06 de setembro de 1770.

No documento, ela pedia para morar na fazenda onde vivia seu marido, para que juntos pudessem criar os filhos, bem como queria ter o direito a se confessar, queria ser vista como gente, queria respeito.

 

Da Redação
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