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Corretores de venda de veículos protestam e temem ter que deixar Verdão

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Corretores autônomos de venda de veículos fizeram uma manifestação nesta quinta-feira (7) em frente ao Ginásio Poliesportivo Verdão, na zona Norte de Teresina, contra a instalação de um gradeado em volta do estacionamento do local. De acordo com os vendedores, uma feira de venda de veículos já funciona na praça - onde as grades estão sendo colocadas - há mais de duas décadas e os corretores temem que seus negócios sejam prejudicados e que tenham que sair do estacionamento.

A colocação das grades faz parte do pacote de obras, fruto da parceria Público Privada (PPP) firmada com o governo do Piauí, que prevê que o ginásio passe a ser administrado por uma empresa privada. As informações repassadas pelo Sindicato dos Corretores Autônomos do Estado do Piauí (Sincoapi) são que será cobrada uma taxa diária de R$ 5 pela empresa que administrará o local para que os vendedores possam permanecer. Os corretores também temem que essa taxa vá aumentando com o passar do tempo, fazendo com que eles precisem deixar o local por não ter condições de arcar com o encargo. O Sindicato promete denunciar o caso ao Ministério Público.

Ronaldo de Carvalho, diretor de imprensa do Sindicato, afirmou em entrevista ao Jornal do Piauí, que até agora não há nenhuma definição repassada à categoria sobre o que irá acontecer de fato. “O governo é o gestor da PPP, fez todo um levantamento da área, fez todo o certame, mas em nenhum momento conversou com a classe. Temos 350 pais de famílias aqui cadastrados (filiados ao Sindicato), mas indiretamente temos mais ou menos o dobro disso, 700, que exploram esse espaço diariamente. Aqui é uma grande bolsa de negócios, nós negociamos os carros, as motos, mas também tem toda uma cadeia que é negociada dentro desse espaço”. 

O diretor pediu que o governo do estado se manifeste, já que é o gestor dessa parceria, para dizer como vai ficar nossa situação. “O que temos de informação até agora é que vai ser fechado e que será feita uma cobrança diária para os permissionários. Só queremos informar que há mais de 20 anos fomos transferidos para cá e alocados aqui pelo então prefeito Wall Ferraz, então isso aqui é nossa casa, nós não fomos nos agregando aqui devagarinho, chegando e fomos ficando e tomando de conta do espaço não, e estruturamos toda essa praça aqui com arborização. Temos aqui a sede do nosso sindicato e somos uma sociedade organizada, não estamos aqui a toa”. 

Ronaldo demonstrou a preocupação da categoria em ter que ser forçadoa a sair do local gradativamente. “A principio a informação extraoficial que a gente tem é que será uma cobrança inicial de R$ 5, mas que pode aumentar futuramente para R$ 10, R$ 20, e assim deixar com que a gente vá se saindo sem causar nenhum transtorno. Vamos provocar o Ministério Público para saber se essa praça pode ser de fat cercada e para saber porque que a PPP não colocou a garantia no contrato de ficarmos aqui”.

O Sindicato vê como “nocivo” o gradeado, porque tira a liberdade das pessoas de entrarem no local para negociar. 

A assessoria de comunicação da Superintendência de Parcerias e Concessões do Governo do Piauí, informou que a titular da pasta, Viviane Moura, afirmou que foi realizada reunião com o Sindicato, no dia 29 de janeiro de 2019, para que os membros pudessem conhecer o projeto de PPP do Verdão. Na ocasião, de acordo com a assessoria, inclusive, foi dado amplo conhecimento ao sindicato sobre o trabalho que está sendo realizado pela concessionária SIM (empresa ganhadora da licitação), em especial sobre a instalação das grades. A assessoria afirma que essa etapa não prejudica de nenhuma forma a atividade dos trabalhadores que utilizam o local do estacionamento.

Ainda segundo a assessoria, a SIM está colocando as grades a fim de proporcionar mais segurança para os que utilizam o local e isso é um processo natural e comum nesses equipamentos. Além disso, as informações prestadas garantem que todas as ações realizadas pela concessionária estão previstas e respaldadas em contrato que foi discutido com o sindicato na reunião. 

Lyza Freitas
[email protected]

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