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Maternidade investiga presença de animal ao lado de recém-nascido

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Imagem circula as redes sociais (foto: autoria desconhecida)


A Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER) abriu investigação para apurar se é real a foto de um gato ao lado de um recém-nascido em um dos setores daquela unidade de saúde. A imagem foi postada nas redes sociais do deputado estadual Gustavo Neiva (PSB), que tratou o episódio como um descaso. Ele afirmou na internet que teve acesso a imagem por meio de um site local, que recebeu a denúncia por meio de um médico. 

"Uma tristeza ver esse tipo de descaso na principal maternidade do nosso Estado. Esperamos que a direção tome as devidas providências para que casos como esse não voltem a acontecer e coloque em risco a vida de recém-nascidos, tendo em vista que não se sabe a procedência do animal e o local ser restrito para profissionais", lamentou o deputado em seu perfil no Instagram. O Cidadeverde.com tentou falar com o deputado, mas não obteve retorno.

Em nota, a MDER afirma que desconhece o espaço na Unidade Hospitalar em evidência na fotografia, mas que, devido o compromisso com a transparência, iniciará uma investigação. A maternidade ressaltou que a imagem passará por uma perícia a fim de identificar se ocorreu ou não uma manipulação em seu conteúdo, ou seja, uma montagem. 

Na oportunidade, a MDER repudiou a divulgação da imagem de uma criança e do uso do celular em ambientes hospitalares. 

Veja a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Sobre a denúncia de um gato ao lado de um bebê prematuro, supostamente na Maternidade dona Evangelina Rosa ( MDER), a Instituição esclarece que desconhece esse espaço na Unidade Hospitalar, mesmo assim, pelo nosso compromisso com a transparência e em respeito a outros meios de comunicação que tiveram acesso às imagens, estamos realizando uma investigação através das câmeras de segurança da Casa. Também foi solicitada um perícia para revelar se trata-se de uma montagem

Como  todas as crianças aqui internadas são de responsabilidade da Evangelina Rosa, lembramos, ainda, que segundo o Estatuto da Criança de do Adolescente (ECA) – é crime publicar imagens de crianças e adolescentes, mais grave ainda em situação delicada de um bebê prematuro, que inspira cuidados,  internado em uma Unidade Hospitalar.

Outro fato , não menos grave, é a utilização de aparelhos de celular ou câmeras fotográficas dentro das instalações da Maternidade onde se manuseiam pacientes. Pesquisas revelam que telefones carregam 10 vezes mais bactérias do que a maioria dos assentos de banheiro. Um outro estudo encontrou mais de 17 mil genes bacterianos em telefones. Se uma pessoa estiver com alguma doença infecciosa, como uma gripe ou um resfriado, e tossir na mão antes de mexer no celular ou tocar no telefone de um colega, o vírus pode se espalhar rapidamente, contaminando diversos indivíduos, fato que a diretoria da Maternidade tem demonstrado preocupação, no sentido de preservar a saúde dos bebês.

 

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com  

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