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Transporte escolar sofre corte de 25% e alunos protestam: “estamos sem estudar”

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Foto:Francisco das Chagas

Os alunos do 3º ano do Ensino Médio da Unidade Escolar Deputado Pinheiro Machado, localizada na cidade de Cocal, distante 268 quilômetros de Teresina, realizam um protesto na manhã desta quinta-feira (28). Os estudantes afirmam que desde o início do ano letivo estão sem transporte escolar. Segundo a secretaria estadual de Educação, a pasta teve reduzir em 25% os gastos no setor. 

Os alunos mostram cartazes com as frases “Temos escola, mas não temos transporte” e “prioridade tem que ser educação”. Mais de 50 estudantes participam do ato.  A aluna, Patrícia Monte, disse ao Cidadeverde.com que muitos alunos estão sem estudar porque não tem como irem até a escola. 

“Os alunos moram distante da escola e muitos não possuem transporte próprio. Eu vou de moto, correndo risco de morte, pegando chuva e saio de casa sem almoçar para poder chegar à escola. Tem aluno que nunca veio para escola. A gente não sabe mais o que fazer. Devíamos está estudando para o Enem”, reclama Patrícia. 

O estudante Francisco das Chagas Vieira mora a mais de 20 km de distância da escola e diz que está faltando às aulas porque não tem como ir todo dia ao colégio. O aluno também lamenta a situação e pede que o problema seja resolvido logo. 

“A manifestação é em prol dos nossos direitos pelos ônibus escolares. A falta de transporte está prejudicando todos os alunos da escola, sem exceção”, afirma Francisco.

Durante toda esta quinta os alunos farão uma ocupação pacífica na escola. Na sexta-feira (29) os estudantes continuam com o protesto. 

A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Educação informou ao Cidadeverde.com que, considerando a decisão nº028/2019-GLM, do Tribunal de Contas, a pasta teve que reduzir em 25% os gastos com transporte escolar. 

"Isso ocasionou uma queda significativa no número de ônibus que faziam o transporte dos alunos, mas a Seduc já está providenciando formas de minimizar o transtorno com a regularização do serviço", garante a Seduc.

 


Izabella Pimentel
[email protected] 

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