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TJ decide hoje se Alisson Wattson vai a júri popular por morte de namorada

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A defesa do ex-capitão da Polícia Militar, Alisson Wattson, recorreu da decisão que determina que o acusado vá a júri popular. O pedido será apreciado na manhã desta quarta-feira (17), no Tribunal de Justiça do Piauí. O militar é réu no processo que investiga a morte da namorada Camilla Abreu, em 2017.

Pitágoras Veloso, advogado do PM, sustenta que o tiro que matou a estudante foi acidental. 

"A defesa vai provar que o Alisson não atirou em Camilla Abreu com vontade. Foi um tiro acidental. Vamos provar que não houve feminicídio. Eles tinham uma relação de amizade e amor [...] feminicídio é quando o homem tem a mulher como objeto, com raiva, com ódio e isso não é o retratava os dois que estavam sempre em harmonia, abraçados, se amando. Vamos provar que não houve feminicídio, não havia ciúmes", disse o advogado. 

A versão apresentada pela defesa é contrária a investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que colheu depoimentos de que a vítima teria sido agredida pelo namorado. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou ambém que, antes de ser alvejada, Camilla Abreu foi submetida a "intenso sofrimento". 

O advogado defende a reconstituição do caso, mas alega que teve o pedido negado. 

"A reconstituição e simulação é que vai mostrar a verdade real e não do jeito que está aí. Hoje vamos provar que o capitão Alisson não tinha ódio, não tinha raiva, não fazia da Camilla qualquer pessoa e sim uma mulher, que ele cuidava, amava, ajudava pagar os estudos, cuidou da saúde dela. Ele não tinha ciúmes, mas amor. O capitão Alisson é inocente", acrescenta a defesa. 

Questionado sobre a ocultação do cadáver, uma vez que a defesa alega que o tiro foi acidental, Pitagóras Veloso diz que o capitão estava com problemas mentais. 

Foto: Reprodução Facebook

"Ele tava doente, com problemas mentais, com tratamento psicológico e quando se deparou com aquela situação, ele perdeu a noção [...] estava pertubado. Eu perguntei a ele: capitão, porque o senhor não levou a Camilla ao hospital, não se entregou? ele foi buscar ajuda aos pais [...] os pais dele não se encontravam e ele perdeu toda a noção, desequilíbrio, não conseguiu encarar o fato e foi fazer o que fez", completa a defesa. 

A TV Cidade Verde também tentou ouvir o Ministério Público. O promotor do caso, Benigno Filho, informou que, por se tratar de segunda instância, um procurador de justiça atuará no julgamento. 

 

Graciane Sousa
[email protected]

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