Cidadeverde.com
Geral

Juiz absolve acusados de matar proprietária do bar "Quintal da Tânia"

Imprimir

Foto: Reprodução/Facebook

Atualizada às 13h52

Os três acusados de latrocínio contra a empresária Tânia Alves Ribeiro foram absolvidos e tiveram as prisões preventivas revogadas. A decisão é do juiz Carlos Hamilton Bezerra e foi proferida no último dia 29 de maio.  

A proprietária do bar Quintal da Tânia  foi morta em uma tentativa de assalto enquanto chegava em casa, na Rua Arêa Leão, na madrugada do dia 27 de maio de 2018. Foram absolvidos Allan de Oliveira Martins, Guilherme de Araújo Silva e Jefferson Yure do Nascimento.

Na sentença, o juiz diz que não há provas suficientes para a condenação dos acusados. Um deles, Jefferson, chegou a confessar o crime em um vídeo divulgado pela polícia, no entanto, em juízo negou que tenha participado do latrocínio e diz que foi torturado.

“Ao ser ouvido em sede de investigação, o referido acusado confessou a prática do crime, todavia, em juízo negou e disse que estava sob efeito de drogas e que fora torturado para confessar. Verifica-se, dessa forma, que tal prova é frágil, pois não fora feita sob o crivo do contraditório, não sendo suficiente para lastrear uma condenação”, diz a sentença.

A sentença cita que as provas são frágeis e baseadas nos depoimentos de testemunhas oculares que afirmaram que apenas uma pessoa que anunciou o roubo e efetuou o disparo que matou Tânia. 

Um das testemunhas chegou, inclusive, a afirmar que durante o fato, viu o suspeito apenas de costas no momento da fuga e que era apenas uma pessoa magra, morena e alta. 

Allan, Guilherme e Jefferson também foram absolvidos quanto ao crime de associação criminosa diante da inexistência de elementos de prova que eles planejavam e praticavam crimes juntos.

Crime

Tânia Alves e mais duas pessoas retornavam de uma festa de aniversário quando foram abordadas por um suspeito armado.  Tânia era a motorista do carro e foi baleada ainda com o veículo em movimento.  Imagens de câmera de segurança registraram o crime.

Promotor

O Cidadeverde.com entrou em contato com a assessoria do promotor Antônio Moura que informou que pretende recorrer da decisão.


Izabella Pimentel
redacao@cidadeverde.com 

Imprimir