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Promotores fazem vistoria em residência terapêutica em Teresina

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Foto: Divulgação MPPI

Os promotores de Justiça Elói Pereira, Eny Pontes e Liana Lages realizaram uma visita de inspeção em uma das residências terapêuticas sob gestão do Estado. A unidade vistoriada, que fica localizada no bairro São João, zona Leste de Teresina e abriga pessoas egressas do sistema prisional com algum tipo de transtorno metal.

De acordo com o promotor Elói Pereira, na residência estão oito egressos, que possuem transtornos mentais e não têm nenhum vínculo familiar. 

"Após a interdição do Hospital Penitenciário Psiquiátrico, os detentos que estavam lá foram transferidos e os que precisavam de internação foram para o Hospital Areolino de Abreu, os outros que não precisavam ficar internados e tinham família foram entregues aos seus parentes e os que não tinham família foram encaminhados para essas residências terapêuticas, onde fazem tratamento ambulatorial nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e são acompanhados por cuidadores", explicou o promotor.

Nesta unidade, há oito egressos que são assistidos e há uma fila de espera. "São quatro residências terapêuticas com oito cada uma, sendo três do estado e uma da prefeitura e há fila de espera, mas elas estão com sua capacidade máxima", afirmou Elói Pereira.  

A inspeção faz parte do acompanhamento e fiscalização feito pelo Ministério Público do Piauí, através das 48ª e 56ª Promotorias de Justiça, para assegurar as pessoas assistidas pelas residências terapêuticas, condições dignas e o atendimento de seus direitos enquanto estão nessas unidades. 

Durante a visita, os três promotores de Justiça percorreram as instalações do imóvel onde funciona a residência e questionaram os funcionários sobre a assistência prestada aos residentes, como os serviços de saúde, a concessão de benefícios, a alimentação, entre outros aspectos.

"As condições estão boas, eles possuem cuidadores, saem para passear. Mas, sempre estamos de olho", destacou. 

Os membros do Ministério Público do Piauí conversaram com os assistidos pela unidade e perguntaram sobre qual avaliação faziam em relação a assistência recebida.

Os egressos que estão nestas residências possuem transtornos leves, que não necessitam de internação, mas que precisam cumprir as medidas de segurança impostas por seus crimes, com tratamento ambulatorial. Eles só deixam essas residências se algum familiar aparecer. 

 

Caroline Oliveira
[email protected]

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