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Governador faz desabafo sobre exclusão de Estados: "meia reforma"

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Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com 

O governador Wellington Dias (PT) continua insistindo que Estados e municípios sejam inclusos na Reforma da Previdência proposta pelo governo Jair Bolsonaro. 

Na manhã desta quarta-feira (3) o  governador Wellington Dias defendeu que, se realmente há um objetivo de se acabar com privilégios, é preciso que a previdência tenha um regramento único em todo país. Ontem o  relator da reforma da Previdência , deputado Samuel Moreira (PSDB-SP),  manteve servidores de estados e municípios fora da proposta. A decisão de incluir ou não o estados deve ficar para o plenário. 

“O Brasil, que tem uma constituição que traz o regramento nas principais colunas para área da previdência, agora vai seguir com centenas de previdências, ou seja, nós temos uma reforma que é apenas para previdência da União e para o INSS. Os sistemas de Previdência dos estados e municípios, estou falando de mais de 3 mil planos diferentes de Previdência, vão prosseguir e o resultado é que quem vai perder é o Brasil. Se a gente quer, de verdade, acabar com privilégio no Brasil há necessidade de ter regramento único para o sistema geral, assim como estamos avançando no regramento único de previdência complementar”, declarou o governador. 

Wellington Dias afirma que, caso os Estados e municípios não sejam inclusos, a reforma proposta pelo governo Bolsonaro deixará um déficit de R$ 100 bilhões. O governador quer que a solução nas contas do sistema previdenciário seja para todo Brasil 

Ontem três dos principais líderes do Centrão disseram que os Estados e municípios devem ficar fora do relatório da reforma da Previdência.

“Infelizmente, nós temos uma meia reforma. Uma reforma que deixa um problema de R$ 100 bilhões, que é o déficit da previdência de estados e municípios fora do sistema da previdência.  Eu creio que os 27 governadores e destaco aqui os governadores do Nordeste, pensando no Brasil, inclusive, muitas vezes dialogando no diálogo que não é fácil com os partidos, no diálogo com as nossas bancadas, mas pensando no Brasil, porque entendemos, que independente de quem é governo, quem é oposição, é necessário encontrar uma solução para o Brasil, e, pelo visto, não é esse o desejo expresso no relatório”, criticou Dias. 

 


Izabella Pimentel
izabella@cidadeverde.com

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