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Adapi interdita parte do Hospital Veterinário ao descobrir doença contagiosa

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Foto: Catarina Malheiros/CidadeVerde/Arquivo

Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) interditou a clínica de animais de grande porte do Hospital Universitário Veterinário da Universidade Federal do Piauí (HUV UFPI) após descobrir que um animal internado no local estava com mormo, uma doença infecto-contagiosa dos equídeos que pode ser transmitida ao homem e também a outros animais. 

O médico veterinário Rosvaldo Barbosa explicou que o cavalo já chegou com os sintomas, e deixou a equipe em alerta.  "O animal tinha sinais clínicos de doença pulmonar, com secreção nasal, que foi evoluindo até chegar a suspeita que poderia ser mormo", disse.

Após a suspeita, a Adapi enviou uma coleta para um laboratório do Ministério da Agricultura e, depois de 15 dias, veio a confirmação positiva para mormo. O animal foi sacrificado. 

O HUV do Piauí é o segundo hospital veterinário com maior demanda do país e o único com atendimento 24 horas por dia. O caso do mormo mudou a rotina da clínica que trata grandes animais. 

A Adapi  interditou a clínica de animais de grande porte, oficialmente, no dia 19 de julho, mas a direção do hospital já havia isolado o local desde o dia 05 do mesmo mês diante da suspeita da doença. 

Em média, a clínica chega a atender quatro animais por dia, mas, durante o período de interdição, ela não poderá receber novos pacientes nem dar alta aos que estão no local.  

O diretor geral do hospital João Mâcedo falou do prejuízo causado pela interdição devido a suspensão do atendimento. 

"Fica difícil para os alunos de graduação ter mais prática e para os proprietários dos animais do Piauí, do Maranhão, Ceará e até do Pará que trazem animais para cá porque nesses três meses, aproximadamente, ficaremos sem receber animais", disse o médico. 

O animal afetado e sacrificado era um grande reprodutor de um haras em Teresina. As ações de controle realizado no HUV também vão se estender a propriedade em que ele era criado, e em regiões vizinhas.  

"As medidas seguintes, após a sacrificação do animal, é fazer o saneamento tanto do foco como dos estabelecimentos onde esse animal teve presença. Esses estabelecimentos estão interditados e as medias serão adotadas", disse Idílio Moura, gerente de Defesa Animal da Adapi.


O Conselho Regional de Medicina Veterinária também acompanha o caso. O presidente do CRMV, Anísio Ferreira, reforçou que as medidas de controle são acompanhadas pelas instituições responsáveis.

"Nós aguardamos que o monitoramento nos demais animais que tiveram contato com o animal (sacrificado) seja realizado e que os criadores se conscientizem da importância do controle sanitários dos seus animais. E que as pessoas que tiveram contato com esse animal (sacrificado) procurem os serviços de saúde, principalmente o Zoonose ", disse Ferreira. 

SINTOMAS DA DOENÇA: Os sintomas mais comuns são a presença de nódulos nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos, catarro e pneumonia. A forma aguda é caracterizada por febre de 42ºC, fraqueza e prostração; pústulas na mucosa nasal que se transformam em úlceras profundas com uma secreção, inicialmente amarelada e depois sanguinolenta; intumescimento ganglionar e dispnéia.

Caso esses sintomas sejam identificados, os proprietários devem informar imediatamente à Defesa Sanitária. A área em que o animal estiver presente deve ser isolada. 

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

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