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Operação prende sete suspeitos de integrar facção que provocou 56 mortos em Manaus

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MATÉRIA AMPLIADA ÀS 12H54

Os presos suspeitos de ter ligação com a facção criminosa- que matou 56 detentos no sistema prisional do Amazonas- são piauienses e teriam participado diretamente da execução do amazonense em maio deste ano. 

Segundo o delegado Humberto Mácola, coordenador da operação no Piauí, foram presos cinco homens e duas mulheres, sendo que uma delas passou mal durante a abordagem. Além de armamento pesado como uma submetralhadora, foram apreendidos skank, droga conhecida como "supermaconha" e R$ 40 mil. 

O delegado explica que o amazonense foi vítima de emboscada em Teresina e teria ficado pelo menos três dias em um cativeiro. As prisões ocorreram nos bairros Lourival Parente e Monte Castelo, ambos na zona Sul, e Renascença, na zona Sudeste. 

"Ele foi trazido para Teresina com a promessa de fazer levantamento para um assalto milionário. Mas foi enganado, colocado em cativeiro, torturado morto e o corpo desovado em Caxias-MA. Tudo foi filmado para que fosse divulgado em Manaus com o intuito de provocar rixa dentro da facção", disse o delegado, da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí(SSP-PI). 

O delegado disse que os piauienses também teriam participação em um segundo homicídio, sem qualquer relação com a facção criminosa.

"Eles são bem organizados, mas já estavam sendo monitorados, tanto que apreendemos todo esse material,  cerca de 10 kg de maconha, nove armas de fogo, vários aparelhos celulares e R$ 40 mil usado para o financiamento do tráfico de drogas", reitera. 

Alguns dos presos piauienses têm grau de parentesco e já tinham antecedentes criminais, de acordo com a Polícia Civil do Piauí. 

"A facção enviou um membro para ser executado em Teresina e pudesse fazer o vídeo. Os piauienses teriam feito a execução e estamos investigando a motivação. O Piauí foi escolhido por ser distante de Manaus-AM e algumas pessoas que já eram envolvidas com o tráfico de drogas no Piauí tinham passado por Manaus. Os piauienses já tinham antecedentes por tráfico, estelionato e são quase todos da mesma família, primos, sobrinhos, irmãos, cunhados", conclui Humberto Mácola, em entrevista coletiva na sede do Greco. 

Os presos- que não tiveram os nomes revelados-devem responder por associação criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídios.

 

PUBLICADA ÀS 10H16

Sete suspeitos de integrarem uma facção criminosa que teria envolvimento no massacre com 56 mortes no sistema prisional do estado do Amazonas foram presos em Teresina, nesta sexta-feira  (26), durante operação Guará, que ocorre também no Maranhão, Ceará, Amazonas e Santa Catarina. 

O Cidadeverde.com apurou que o massacre ocorrido no Amazonas teve como um dos 'estopins' a morte de um dos membros da faccção criminosa [considerado um dos maiores traficantes de drogas do país] que foi vítima de uma emboscada em Teresina. 

"Um dos membros da facção criminosa veio de avião a Teresina com documento falso para participar de um assalto milionário. Só que não existia esse roubo. Ele veio enganado, foi vítima de uma emboscada por membros da própria facção que está em guerra interna, ou seja, existe mais de um líder dentro desse grupo brigando pelo poder", apurou o Cidadeverde.com. 

O amazonense morto em Teresina, em maio deste ano, teve o corpo encontrado na estrada de Caxias, no Maranhão. Antes da execução, ele foi torturado e obrigado a gravar um vídeo que repercutiu no sistema prisional do Amazonas e, em retaliação, ocorreram as 56 mortes. 

"O vídeo mostra ele amarrado, com o rosto sangrando e bastante machucado. Ele foi obrigado a dar declarações sobre a facção criminosa, que a esposa de um dos membros dessa facção traía o marido e em seguida foi morto", apurou o Cidadeverde.com. 

Além dessa morte, um segundo amazonense também foi executado no estado do Piauí. 

PRISÕES

Os presos em Teresina ainda não tiveram os nomes divulgados. De acordo com a SSP-PI durante a abordagem foram apreendidos submetralhadoras, pistolas, revólveres e drogas.

O Cidadeverde.com apurou também que membros da facção criminosa teria vindo a Teresina para expandir o tráfico de drogas. 

A operação Guará é comandanda pela Delegacia de Combate ao Crime Organizando do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas, em parceria com a Secretaria  de Segurança Pública do Estado do Piauí.

Os presos estão sendo autuados na sede do Grupo de Repressão ao Crime Organizado(Greco). 

Graciane Sousa
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