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Suspeito de liderar tráfico de drogas fingiu morte por pneumonia e HIV

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Foto: Graciane Sousa/ Cidadeverde.com

Certidão de óbito forjada pelo suspeito

Cidadeverde.com teve acesso à certidão de óbito falsa de Valdir Caldeira da Silva suspeito de liderar organização criminosa que movimentava grandes valores com o tráfico de drogas. Na semana passada, a Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes (Depre) deflagrou operação Freteiro e apreendeu mais de R$ 200 mil em drogas, carros e jet ski em poder do investigado em uma casa no bairro Recanto das Palmeiras, zona Sudeste de Teresina.  

O coordenador da Depre, delegado Cadena Júnior, explica que Valdir Caldeira da Silva viveu por dois anos com o nome falso de Valdeir Alves Caldeira e consegui uma certidão de óbito atestando como causa morte "pneumonia e HIV".  

"Ele forjou a própria morte e disse que comprou o atestado no Maranhão. Com isso, os processos que ele respondia por roubo qualificado, estupro, tráfico entre outros que foram extintos, porque ele teria morrido. Com a prisão feita pela Depre ele não só vai responder por tráfico como por ter enganado a Justiça e vai ter que pagar por todos os outros crimes. Essa pessoa de nome Valdir foi inventada por ele", disse o coordenador da Depre.

Além de Valdir foram presos Edilane Cassola Ferreira [esposa de Valdir], Pedro Vitor Rosa da Silva e Elielton Pereira Portela  que foram flagrados durante a abordagem policial. A prisão ocorreu no último dia 08 e no seguinte os suspeitos tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventiva.

Foto: Valmir Macedo/ Cidadeverde.com

Jet ski apreendido na residência de Valdir

 

TRÁFICO DE DROGAS OCORRIA NA FRENTE DOS FILHOS, DIZ DEPRE

Segundo o delegado Eduardo Aquino, presidente do inquérito policial, o tráfico de drogas era feito na frente dos filhos de Edilane Cassola, esposa de Valdir. Na certidão de óbito falso consta ainda que ela foi ao cartório registrar o óbito.

"Em momento algum o Valdir negou e até disse que 'a casa caiu'. Ele confirmou que forjou o óbito, que a droga era dele e pediu pra excluir a mulher. Mas temos indícios suficientes que ela participava e estava associada no tráfico, tinha conhecimento de tudo. Nos chamou atenção também que toda a movimentação era feita na frente dos filhos dela, duas crianças com idades em média de 12 e 8 anos. Ao ser presa, ela pediu pra ser liberada por conta dos filhos, mas não se preocupava em participar do tráfico na frente deles", disse Aquino.

O delegado acrescenta que Valdir é extremamente perigoso com condenações criminais por latrocínio [ roubo seguido de morte] e tráfico de drogas. 

"Além disso tem várias passagens pela polícia. Por isso, ele simulou a própria morte para não responder e continuar traficando. Ele nos contou que após 'morrer' foi para o Maranhão e depois para o Piauí onde já estava há dois anos e movimentava grande quantidade em dinheiro. Com ele, encontramos comprovantes de depósito e cheques de R$ 50 mil, R$ 18 mil, R$ 30 mil e outros valores", reitera o delegado da Depre. 

Foto: SSP-PI

Material apreendido durante operação Freteiro

Ele acrescenta que Valdir era natural do Paraná, mas residia no Mato Grosso. 

"Ele era um grande distribuidor de drogas no Piauí e também no Mato Grosso onde ele morava antes 'morrer'. O transporte da droga para lá era feito em carros que apreeendemos na casa dele. Nenhum deles, por exemplo, tinha airbag o que aponta mais um indício do tráfico. Geralmente, os traficantes tiram o airbag para esconder droga e levarem de forma mais segura", acrescenta Eduardo Aquino reiterando que as investigações serão aprofundadas. 

O falso óbito de Valdir será comunicado á Justiça. 

 

Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

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