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"Virou casa mal assombrada", diz presidente dos Direitos Humanos sobre CEM

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A presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Maria da Conceição Carcará classificou o CEM (Centro Educacional Masculino) como "casa mal assombrada", devido a sujeira e a falta de estrutura. 

Ontem, o CEM enfrentou quase seis horas de motim que deixou um rastro destruição. Mais de 40 adolescentes, que representa 50% dos internos, foram transferidos por decisão da juíza Elfrida Belleza, da 2ª Vara da Infância e da Juventude. 

Conceição Carcará esteve ontem durante a rebelião no CEM e acompanhou as negociações com os internos.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos disse que a rebelião no CEM se deve a situação de maus tratos.

"Virou uma casa mal assombrada com sujeira, capim, mato entre os espaços. Aqueles jovens estão sendo tratados nem como animais, porque os animais são bem tratados. Lá o que vejo é maus tratos. Eles são excluídos, qual outro paralelo que posso comparar? como esgoto?", Questionou Conceição Carcará.

Ela disse ainda que a OAB vai investigar maus tratos no CEM e irá visitar os adolescentes transferidos para conversar com os internos. 

Carcará informou ainda que os adolescentes dormem no chão e em celas sem iluminação.


O gerente de apoio institucional da Secretaria Estadual de Assistência Social, Wellington Rodrigues, rebateu as declarações da presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Maria da Conceição Carcará classificou o CEM como "casa mal assombrada”.

“Eu até estranho porque não é a primeira vez que a Dra. Conceição visita a casa. Ela esteve ontem aqui e, eu acho, que ela pode estar falando do local em que ela encontrou os destroços do momento da rebelião. Fogo nos colchões, telhas quebradas, bebedouros jogados no chão. Não foi o educador e o servidor que provou essa situação; quem provocou foi os menores, e ela teve a oportunidade de ver”, declarou. 

Rodrigues ressaltou que a sede do CEM está de portas abertas para a presidente da Comissão da OAB. “Eu não acredito que ela esteja falando isso sobre o CEM que ela visitou. Há celas sujas. Por isso, nós estamos reformando, melhorando a estrutura. Mas quem danifica os alojamentos são os próprios menores. E ela viu a insubordinação que os meninos estavam”. 

Sobre os maus-tratos, ele negou a existência. “A OAB esteve aqui, a comissão de Direitos Humanos já viu essa situação. Os familiares visitam todos os dias. O que há é uma insatisfação por parte dos menores, que cometeram crimes lá fora, e hoje não querem assumir a responsabilidade de terem que pagar por eles”.  

 

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com

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