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Oposição questiona banco escolhido pelo governo para pedir empréstimo

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Foto: arquivo Alepi

Os quatro pedidos de empréstimos encaminhados pelo governador, Wellington Dias (PT), à Assembleia Legislativa repercutem no parlamento. A oposição faz duras críticas e questiona a escolha do Banco Brasil Plural, que é de São Paulo, e deve emprestar R$ 1.5 bilhão ao Estado.

O deputado Gustavo Neiva afirma que o banco escolhido tem acumulado prejuízos nos últimos anos. Ele quer a presença do secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, para prestar esclarecimentos aos deputados. 

“As mensagens chegaram e várias dúvidas pairam sobre os pedidos de empréstimo. São R$ 1,5 bilhão para infraestrutura e 1,2 bilhão para pagar dívidas. Esse de 1,5 bilhão será feito com o Banco Brasil Plural. Ninguém sabe quem é esse banco. Minha curiosidade é buscar informações sobre o banco e sua saúde financeira. Faz três anos que tem prejuízos. Já são três semestres com prejuízos de R$ 7 milhões. Queremos saber se o banco pode de fato emprestar esses recursos”, afirmou.

O deputado afirma que o teria de ativos em receita apenas R$ 761,7 milhões. Segundo ele, o banco não teria condições de fazer o empréstimo de R4 1,5 bilhão. 

Na base aliada, o deputado Franzé Silva afirma que a política de empréstimo ajuda o Estado a fazerem investimentos. 

“O governador apresentou uma perspectiva de investimentos ao Piauí e vai na contramão do que os outros Estados do Brasil terão no ano de 2020 e 2021. Acreditamos que os empréstimos vão aquecer a economia e trazer emprego e renda para o Piauí. Toda essa organização oferece ao Piauí uma capacidade de endividamento. Isso nos leva a ter um crescimento do PIB acima da média do Brasil e do Piauí”, afirmou.

Com relação às críticas da oposição, Fanzé afirma que a oposição desconhece o banco investidor. Segundo ele, o Piauí atrai atenção de investidores de todo o mundo. 
“Talvez não conheçam o banco. Temos investidores de outros países que têm capacidade de investir e buscam. É preciso saber e conhecer para depois falar. Não temos só esses bancos, mas outros também. O Piauí é um estado atrativo”, afirmou.

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