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Pesquisadores do Piauí buscam alternativas para corte de bolsas

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O contingenciamento de recursos anunciado em maio deste ano pelo Ministério da Educação (MEC) afetou milhares de bolsas em universidades públicas brasileiras. Esta semana, foi anunciado o desbloqueio de mais de 3 mil bolsas de pós graduação.

No Piauí, 23 bolsas foram bloqueadas e pesquisadores bolsistas se mobilizam para continuar a custear seus projetos. Rosângela Sá é bióloga e mestranda em engenharia de materiais. Sua pesquisa investiga uma membrana de uma planta bionativa que pode ajudar na recuperação de fraturas ósseas. 

“Essa biomembrana vai ser processada com plantas que tenham característica com a adaptação aqui na região. Essa membrana apresenta uma quantidade de cálcio bem elevada, então a gente está acreditando que ela vai representar bons resultados na regeneração óssea”, explicou. 

Mesmo com a retomada de mais de 3 mil bolsas, outras 8.692 continuam suspensas em todo o Brasil. De acordo com o professor do Instituto Federal do Piauí (IFPI), também afetado pelos bloqueios, os bolsistas têm apelado para outras alternativas de custeio.

“Hoje o que nós estamos fazendo é trabalhando com os alunos para que eles possam custear parte da pesquisa deles. Porque o nosso recursos está ligeiramente contingenciado e não está dando para bancar o que os alunos hoje estão fazendo. Os alunos fazem uma vaquinha e conseguem comprar os materiais para fazer os trabalhos”, conta.

Apenas o IFPI já possui 15 patentes registradas e outras em fase de aprovação após pesquisas desenvolvidas na área de inovação, dentre elas na de aerodesign. 

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com

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