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Como aparelhos auditivos podem ajudar a reduzir índice de queda de idosos

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As quedas são um dos principais acidentes com idosos. Com o envelhecimento mundial da população, esse tipo de ocorrência tende a aumentar. Segundo o Relatório Global da OMS sobre prevenção de Quedas na Velhice, a frequência das quedas em pessoas acima de 65 anos é de aproximadamente 28% a 35%, aumentando uma proporção para 32% a 42% para a faixa etária com mais de 70 anos.

De acordo com a Sociedade de Brasileira de Geriatria e Gerontologia, vários fatores podem ocasionar a queda. Fatores extrínsecos, como os ambientais, são uma das principais causas, como exemplo: piso escorregadio, sapatos inadequados, tapetes, calçadas irregulares ou sem manutenção, etc. Os fatores intrínsecos estão relacionados ao próprio indivíduo que cai: doenças, interações medicamentosas, alterações sensoriais (como perda visual e auditiva). Entre as consequências das quedas, a fratura de fêmur é uma das mais graves nas pessoas com 60 anos ou mais de idade. Por ser o maior osso do corpo humano, esse rompimento pode causar perda da funcionalidade e aumento da mortalidade na população idosa.

O Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) mostrou que entre 4.174 idosos pesquisados, 25% já tiveram uma queda. A maior ocorrência foi em mulheres a partir dos 75 anos. O estudo foi financiado pelos ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação.

A Política Nacional do Idoso (Lei nº 8. 842, de 04 de janeiro de 1994)3 e o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003)4 reforçam a importância de implementar ações de prevenções e cuidado integral à pessoa idosa.

Perda auditiva relaciona a quedas

Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina Johns Hopkins e pelo Instituto Nacional do Envelhecimento norte-americano descobriu que a perda auditiva aumenta significativamente o risco de quedas para os idosos. Os dados podem ter implicações de longo alcance quando se trata de impedir quedas e ajudar as gerações mais velhas a continuar tendo vidas independentes. 

No estudo intitulado “Hearing Loss and Falls Among Older Adults in the United States” (“Perda auditiva e quedas entre idosos nos Estados Unidos”) e liderado pelo Dr. Frank Lin, da Faculdade de Medicina Johns Hopkins e Luiggi Ferrucci, da NIOA 2017, pessoas entre 40 e 69 anos foram avaliadas com em relação à função auditiva e vestibular. A função vestibular é o mecanismo de equilíbrio da orelha interna que fornece informações sensoriais sobre orientação espacial, movimento e equilíbrio. 14,3% dos participantes tiveram perda auditiva superior a 25 decibéis; e 4,9% dos estudados relataram ter caído pelo menos uma vez no ano passado.

No entanto, o mais surpreendente foi que os pesquisadores determinaram que mesmo um grau leve de perda auditiva triplicou o risco de uma queda acidental, com o risco aumentando em 140% para cada 10 decibéis adicionais de perda auditiva.

O estudo concluiu que o uso de aparelhos auditivos ajuda a melhorar o equilíbrio das pessoas com deficiência auditiva.

As quedas são a principal causa de morte acidental em adultos acima de 65 anos; de acordo com o Center for Disease Control, 20 mil idosos morreram de ferimentos causados pela queda em 2009 nos Estados Unidos. No mesmo período, houve 2,2 milhões de ferimentos não fatais causados por quedas relatados em departamentos de emergência em todo o país, e os custos médicos com as quedas estão na casa dos US$ 50 bilhões por ano.

 

redacao@cidadeverde.com

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