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Curado de cegueira, pivô de canonização de Irmã Dulce fala em 'emoção gigantesca'

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Foto: Acervo Irmã Dulce

O caso do baiano José Maurício Bragança Moreira, 50, foi decisivo para o processo de canonização da Irmã Dulce e que culminou neste domingo (13) com a declaração oficial do papa Francisco de que ela agora é a Santa Dulce dos Pobres.

Em Roma desde quinta-feira (10), Moreira participou da cerimônia durante o ofertório e foi brevemente cumprimentado pelo papa.

"A emoção é gigantesca, não tenho como descrever a alegria de estar aqui e o sentimento de gratidão à Irmã Dulce. Por voltar a enxergar, em primeiro lugar, e depois ainda esses presentes todos que ele está me dando, de poder honrá-la aqui", disse ele à Folha, algumas horas antes do início da missa celebrada na Praça de São Pedro, no Vaticano.

O milagre foi a segunda comprovação que fez o processo de canonização ser finalizado. "Por ser o miraculado eu tenho que participar da cerimonia. E isso é para mim um grande presente também", afirmou Moreira, que nasceu e cresceu em Salvador (BA) e hoje mora no Recife (PE).

Durante o momento do ofertório, ele caminhou até o altar ao lado da sobrinha de Irmã Dulce, Maria Rita Lopes Pontes de Souza, que comanda os trabalhos da Osid (Obras Sociais Irmã Dulce), entidade que realiza cerca de 3,5 milhões de atendimentos anuais gratuitos.

Curado de uma cegueira em 2014, após 14 anos sem enxergar, ele se diz devoto da Irmã Dulce desde criança, seguindo o que já faziam seus pais e avós. "Quando ela foi beatificada [em 2011], começaram a fabricar as imagens dela, e a minha mãe comprou logo. Em 2012, minha mãe morreu, e eu herdei dela essa imagem. O milagre foi em 2014", contou.

Com dores e sem dormir por causa de uma crise de conjuntivite, Moreira aproximou essa imagem de Irmã Dulce nos olhos, pedindo alívio. Quatro horas depois, segundo ele, começou a recuperar a visão.

O processo de canonização da Santa Dulce dos Pobres foi o terceiro mais rápido da história da Igreja Católica (27 anos após sua morte), atrás apenas do papa João Paulo 2º (1920-2005) e de Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), cujo trabalho social foi comparado ao de Irmã Dulce nos últimos dias. 

Santa Dulce teve dois milagres reconhecidos pela Igreja Católica. 

Em 2011, anunciou-se a beatificação da freira com o reconhecimento do primeiro milagre. O caso aconteceu em 2001, em Sergipe, quando as orações a Irmã Dulce teriam feito cessar uma hemorragia em Claudia Cristina dos Santos, que padeceu durante 18 horas após dar à luz o seu segundo filho. Neste ano, foi reconhecido o segundo milagre, de Moreira.

 

Fonte: Folhapress 

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