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Missa para Santa Dulce reunirá 55 mil em Salvador

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Foto: Arcevo/Irmã Dulce

Nem Bahia, nem Vitória, nem Seleção Brasileira. Seis anos após a sua inauguração, o novo estádio da Fonte Nova quebrará o seu recorde de público neste domingo (20) com a celebração da canonização de Irmã Dulce, agora Santa Dulce dos Pobres.

Com suas fitinhas, medalhinhas, terços e imagens da Santa Dulce dos Pobres, 55 mil fiéis se reunirão no estádio para celebrar a primeira santa nascida no Brasil. O ato acontece uma semana depois da canonização da freira baiana em cerimônia conduzida pelo Papa Francisco.

A programação terá missa, além de apresentações teatrais e musicais, em um total de oito horas de celebração.  Os ingressos estão esgotados. A cerimônia começa às 12h30 com a apresentação de seis bandas católicas. Às 15h, será encenado o espetáculo "Império de Amor", com a participação de 700 atores, sendo 482 crianças e adolescentes.

A peça terá participação dos cantores baianos Saulo Fernandes, Margareth Menezes e Tuca Fernandes, além do sanfoneiro e cantor cearense Waldonys, compositor da música "Doce luz", em homenagem à santa. A missa principal será presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger. Também haverá participação dos cantores Adelmário Coelho, Targino Gondim e Thiago Arancam, que cantarão nas entradas das imagens de Santo Antônio, Nossa Senhora e do Senhor do Bonfim.

Participam da celebração autoridades como o governador Rui Costa (PT) e o prefeito de Salvador ACM Neto (DEM). O presidente Jair Bolsonaro (PSL), que compareceria ao evento, desistiu da participação. Irmã Dulce foi canonizada após ter dois milagres reconhecidos pela Igreja Católica, se tornando a primeira santa nascida no Brasil.

A Igreja Católica anunciou em 2011 a beatificação da freira, reconhecendo o seu primeiro milagre. O caso aconteceu em 2001, em Sergipe, quando as orações a Irmã Dulce teriam feito cessar uma hemorragia em Claudia Cristina dos Santos, que padeceu durante 18 horas após dar à luz o seu segundo filho. Em 2019, foi reconhecido o segundo milagre: depois de 14 anos convivendo com uma cegueira causada por um glaucoma, o maestro Jose Maurício Moreira recuperou a visão em 2014.
Com uma grave conjuntivite, ele colocou uma imagem de Irmã Dulce sob os olhos e suplicou que as dores cessassem. No dia seguinte, ao acordar, a nuvem esfumaçada que ele enxergava foi se dissipando e ele voltou a enxergar. Os médicos não encontraram explicação para a cura.

Fonte: Folhapress

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