Cidadeverde.com
Entretenimento

Mônica San Galo diz que irmão Jesus não roubou Ivete e pode ter morrido de mágoa

Imprimir

Mônica San Galo, irmã da cantora Ivete Sangalo, 47, compartilhou em sua rede social um depoimento sobre o irmão, Jesus Dias Sangalo, que morreu aos 54 anos, na última quarta (7), devido uma infecção generalizada provocada por complicações de uma cirurgia barátrica.

A cantora fez uma declaração em que reforçou a integridade do irmão, que foi acusado de roubar Ivete na época em que ele era empresário da artista, em 2011. "Jesus foi acusado de ser ladrão. Que lástima. Julgado e condenado pela crueldade parcial da impressa, crucificado moralmente sem que ninguém saísse em sua defesa (....) Era um homem nobre, íntegro, altruísta, do bem."

San Galo acredita que "há várias formas de morrer" e que seu irmão pode ter sofrido com a polêmica envolvendo sua relação com Ivete. "Pode-se morrer de mágoa, que se disfarça em doenças de mil nomes. Por causa da tristeza a pessoa vai perdendo a vontade, vai cultivando a esperança vã de um dia, quem sabe, aquela dor passe, mas nunca passa. Há quem não aguente, há quem jamais esqueça", escreveu.

San Galo também disse que Jesus foi "julgado e condenado pela crueldade parcial da impressa". Os supostos desvios na produtora Caco de Telha, que gerencia a carreira de Ivete, fez Jesus desistir de trabalhar com a irmã. Em entrevista à Veja em 2018, Ivete Sangalo afirmou que "nunca brigamos, apenas paramos de trabalhar juntos". "Existe uma discussão de relacionamento que ele decidiu tornar pública. Respeitei isso porque todo mundo tem seus direitos."

A acusação contra Jesus foi uma lástima, nas palavras de San Galo, que concluiu a mensagem dizendo que "aplaudirá o irmão enquanto estiver viva".

Ivete Sangalo e Mônica San Galo já haviam perdido um irmão, Marcos, vítima de um atropelamento, quando Ivete tinha apenas 16 anos. Cínthia e Ricardo são os outros irmãos da cantora baiana. De acordo com o empresário da artista, Ivete não tem shows programados para próximo fim de semana. 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Há várias formas de morrer. Algumas suaves, outras nem tanto. Pode-se morrer de mágoa, que se disfarça em doenças de mil nomes. Por causa da tristeza a pessoa vai perdendo a vontade, vai cultivando a esperança vã de um dia, quem sabe, aquela dor passe, mas nunca passa. Há quem não aguente, há quem jamais esqueça. Pode-se morrer aos pouquinhos, primeiro o brilho nos olhos, depois o sorriso, depois o coração, o olhar desiste, a voz se afasta, o corpo cansa, a mágoa agora, senhora de tudo, vence uma guerra de favas contadas. Jesus foi acusado de ser ladrão. Que lástima. Julgado e condenado pela crueldade parcial da impressa, crucificado moralmente sem que ninguém saísse em sua defesa, nunca uma acusação foi tão vazia. Todo o seu trabalho foi passado por auditoria. Tudo foi posto em pratos limpos. Mas essa verdade jamais interessou, verdades não vendem jornais. Talvez houvesse um Barrabás em meio a essa história torpe,lamentável e covarde. Não sei. Tudo o que sei é que Jesus não tinha em seu DNA a semente da desonestidade, do mau-caratismo e da covardia. Era um homem nobre, íntegro, altruísta, do bem. Quem ergue um império como o que ele ergueu, com talento, alegria, lucidez, perseverança, criatividade, alguma brabeza, errando e acertando, aprendendo e ensinando, pelo puro prazer de realizar, não precisa tirar nada de ninguém. Basta apenas receber os aplausos merecidos. E eu o aplaudirei enquanto viver.

Uma publicação compartilhada por MataHari (@monicasangalo) em

 

 

Fonte: Folhapress
 

Imprimir