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Especialista alerta para prejuízos que sobrepeso pode levar a quem quer engravidar

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Quando a decisão de engravidar chega, muitos cuidados costumam ser tomados. Algumas vezes, por iniciativa própria e, levando em conta o bom senso, inúmeras mulheres deixam de beber, de fumar, começam a tomar ácido fólico. No entanto, um detalhe costuma ser negligenciado: o sobrepeso.

Para quem deseja ter filhos biológicos, estar acima do peso, pode ser um grande complicador e não apenas para as mulheres, mas também para os seus parceiros. De acordo a ginecologista especialista em Reprodução Humana, Joeline Cerqueira, entre as muitas alterações que a obesidade provoca, como hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, também acontecem disfunções hormonais que comprometem a fertilidade, em ambos os sexos.

“Entre os homens, a obesidade pode levar a uma menor produção de testosterona, o hormônio masculino que é diretamente ligado à libido e à ereção. Essa alteração hormonal também pode comprometer a produção de espermatozoides, devido ao aumento do estradiol. Já nas mulheres, o sobrepeso pode ocasionar distúrbios na produção de estrógeno, o que tende a diminuir as chances de gravidez”, explica a médica.

As alterações hormonais nas mulheres podem acarretar ainda, a Síndrome de Ovários Policísticos, ciclos menstruais irregulares, ou ainda, a produção de óvulos de baixa qualidade. Diante disso, a saída é simples: emagrecer, uma vez que, além de uma maior dificuldade para engravidar, a obesidade também pode aumentar os riscos de aborto e de complicações para as gestantes. “A obesidade e o sobrepeso precisam ser tratados. A mudança do estilo de vida, com dieta e atividade física, é a primeira linha de tratamento. Quando a resposta à primeira linha não for adequada, o tratamento medicamentoso é recomendado. Para mulheres obesas mórbidas (IMC  > 35 kg/m2) a cirurgia bariátrica é uma opção terapêutica”, disse Dra. Joeline.

Mas atenção: se você está acima do peso e deseja perder peso com essa finalidade de engravidar, é necessário atentar para algumas orientações específicas, como recomenda a nutricionista Érica Moura. Segundo ela, não é aconselhável emagrecer sem auxílio profissional, uma vez que alguns alimentos podem comprometer a capacidade reprodutiva da mulher.

“O ideal é uma alimentação equilibrada, rica em antioxidantes, em alimentos anti-inflamatórios e que proporcione um equilíbrio de micro e macro nutrientes. É importante dar atenção para alguns alimentos que, dentro do protocolo normal de emagrecimento, não podem ser utilizados no tratamento de Fertilização In Vitro, como é o caso dos termogênicos, uma vez que eles aumentam a temperatura do corpo e provocam alterações hormonais”, esclareceu Érica.

 

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