Cidadeverde.com
Geral

Avião, helicóptero e uma tonelada de droga apreendidos; 7 pessoas presas em operação

Imprimir
  • droga33.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com
  • coca-11.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com
  • coca-10.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com
  • coca-8.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com
  • coca-5.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com
  • coca-4.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com
  • coca-3.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com
  • coca-2.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com
  • op6.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com
  • op5.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com
  • op4.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com
  • op3.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com
  • op2.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com
  • op1.jpg SSP e Yasmin Cunha/Cidadeverde.com

Atualizada às 17h41

Uma operação deflagrada pela Secretaria de Segurança do Estado apreendeu, no começo da tarde desta terça-feira (10), mais de uma tonelada de cocaína na zona Norte de Teresina. 

Segundo a Secretaria de Segurança, é a maior apreensão de cocaína já realizada no Piauí. Sete pessoas foram presas e duas aeronaves foram apreendidas, sendo um helicóptero e um avião bimotor.

A operação foi deflagrada pelo Grupo de Repreensão ao Crime Organizado (GRECO), Batalhão de Operações Especiais da PM, Divisão de Operações Especiais (DOE) e Delegacia de Entorpecentes (DEPRE).

Entre os presos, três são pilotos de avião, sendo dois com registros de Pernambuco. Os outros presos são da Bahia e Pará. Segundo as investigações, um piauiense que informou residir no Pará auxiliou o trabalho do grupo em Teresina.

A quadrilha alugou pelo menos 3 residências na capital, incluindo um sitio próximo ao aeroporto da capital. A droga está avaliada em R$ 25 milhões, maior valor já apreendido no Piauí

"A investigação vai seguir com a Delegacia de Entorpecentes. A gente já está procurando até mesmo a incineração da droga. Eles tinham registro, curso de piloto e planos de rota. Teresina era apenas um ponto de apoio", disse o delegado Tales Gomes.

Segundo ele, a droga saiu da Bahia e iria para Fortaleza e logo em seguida destino internacional.

Dentre os sete presos está o piauiense João da Cruz Marques, natural de São João da Serra, de acordo com os documentos apreendidos. Segundo a polícia, ele relatou residir no Pará e trabalhar em um garimpo da região. 
João da Cruz teria intermediado a locação dos imóveis para instalação do grupo na cidade. A polícia desconfiou da ação da organização próxima ao aeroporto. 

"Atitudes suspeitas em sítios daqui de Teresina que foram acompanhadas durante mais de 15 dias essa movimentação. Decidimos deflagrar a operação no sentido de abordar os indivíduos que estavam em hotéis e quitinetes em Teresina", informou o secretário de segurança, Fábio Abreu. 

A locação dos sítios em Teresina foi feita por dez dias pelo valor de R$ 10 mil. Ainda de acordo com a polícia, o grupo chegou a montar uma pista de pouso em um sítio próximo ao aeroporto para a aterrissagem do helicóptero. 

Foram apreendidos quatro veículos locados, um helicóptero modelo esquilo e um avião bimotor. Segundo a polícia, há droga também nas aeronaves, o que pode superar os 1,1 tonelada de quilos já contabilizados pela polícia. 

"Foi a maior apreensão de cocaína, foi a maior apreensão de pasta base da história do nosso estado totalizando cerca de R$ 25 milhões", disse Fábio Abreu, que destacou que não foi aprendido nenhum armamento com o grupo.

Consórcio 

Segundo o delegado Cadena Junior, a carga de droga serviria para mais de uma organização criminosa. 
"É um lote que já vem dividido. Vários traficantes se unem em um consórcio para pagar esse transporte. A partir da embalagem é possível saber que haveria um destino final para cada lote desses", explicou o delegado.

Foram presos:

  • André Luís de Oliveira Cajé Ferreira - piloto de avião 
  • Alexandre Vagner Ferraz - piloto de avião 
  • Alexandro Vilela de Oliveira 
  • Vagner Farabote Leite - piloto de helicóptero 
  • Renato Solon Gondim Magalhães- piloto de avião 
  • João da Cruz Marques 
  • Alexandre Barros Pereira de Meneses.

Hérlon Moraes e Valmir Macêdo
[email protected]

Imprimir