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Suspeito de envolvimento na morte de prefeito de Ribeirão Bonito se entrega à polícia

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Foto: Chiquinho Campaner/Facebook

Mais um suspeito de envolvimento no assassinato do prefeito de Ribeirão Bonito (SP) se entregou nesta sexta-feira (3) à Polícia Civil. Francisco José Campaner (PSDB), 57, foi morto a tiros no dia 26 de dezembro em uma estrada rural da cidade, a cerca de 265 km da capital paulista. 

O homem que se entregou à polícia é empresário e não teve seu nome ou idade divulgados. Ele teria ligado para as autoridades e revelado o endereço do local em que estava escondido. 
Essa é a segunda prisão realizada pelos investigadores. No dia anterior, quinta (2), um outro homem já havia sido preso por suspeita de envolvimento no caso. 

Ambos os detidos foram encaminhados a o Centro de Triagem de São Carlos, onde cumprirão prisão temporária, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. 
Chiquinho Campaner, como era mais conhecido o prefeito de Ribeirão Bonito, foi assassinado com quatro tiros -um na cabeça e três no peito- ao ser interceptado por dois homens encapuzados em uma moto. 

O prefeito estava em seu primeiro mandato e, no momento da execução, estava acompanhado do seu chefe de gabinete, Edmo Marquetti, e de um amigo, Ary Santa Rosa.

Os dois também foram atingidos por disparos e levados à Santa Casa de São Carlos. Eles passam bem. Os sobreviventes já prestaram depoimento à polícia. 

Ainda não se sabe a motivação do crime; no entanto, a SSP ressalta que a investigação apura a possibilidade de participação de mais pessoas no assassinato. 

O vice-prefeito, Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato (DEM), assumiu a prefeitura no domingo (28). 

A cidade tem um histórico de combate à corrupção, em parte encabeçada pela ONG Amarribo (Amigos Associados de Ribeirão Bonito), criada em 2002. 
Desde o surgimento da ONG, a cidade teve vereadores cassados por recebimento de dinheiro do mensalinho e dois prefeitos depostos. 

Após o assassinato de Campaner, a Amarribo pediu que a investigação do homicídio seja realizada pela Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) porque este foi o segundo assassinato no intervalo de dois meses. 

Em outubro de 2019, o diretor-executivo de uma outra ONG da cidade de Dourado, a Unido, foi morto a tiros em uma estrada que liga a cidade ao município de Brotas.

 

Fonte: Folha Press

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