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Garoto é humilhado ao oferecer bombons e caso viraliza nas redes sociais

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A noite do último domingo (19) jamais irá sair da cabeça do pequeno Luiz Neto, de 11 anos. Ele vende bombons de chocolate em bares e restaurantes localizados na rua de sua casa, no bairro Buenos Aires, zona Norte de Teresina. O objetivo, como o de muitos brasileiros, é ajudar no sustento da família com uma renda extra. O garoto se aproximava de uma família quando, segundo o seu pai, ouviu um comentário que mudaria a sua vida.

“Em uma dessas mesas tinha uma mãe com duas filhas e, ao se aproximar, ele escutou a mãe dizendo para as filhas estudarem ou ficariam igual ao meu filho vendendo bombons, como se a vida dele se limitasse só a isso. Como se ele fosse ser vendedor de bombom a vida inteira”, afirmou o pai, Neto Moreira, que é professor de música.

O fato aconteceu por volta das 20h30. Segundo Moreira, que trancou o curso de Direito para investir no estudo filho e no sustento da família, o garoto só vende os bombons aos finais de semana e só se for da sua vontade. A mãe é empregada doméstica.

“Na rua da minha casa fica um restaurante e uma pizzaria onde a gente sempre vende. Ele só vai para estes lugares aos finais de semana para ajudar a gente encaminhar ele na vida, e ele sentir como é que é a vida no trabalho, ganhar o próprio dinheiro dele como ele faz. Isso somente aos finais de semana em um horário curto e ao critério dele, vender ou não os bombons”, conta o pai.

Foto: Instagram/familiatrufas

Como vender em bares e restaurantes não é uma tarefa fácil, Neto Moreira lembra que a família já viveu situações embaraçosas, mas nada tão humilhante como o que correu com o pequeno Luiz Neto.

“A gente já pegou muito não, encontramos pessoas ignorantes, algumas dizem que não querem e a gente entende, mas dessa forma foi terrível. Só estava ele e a minha esposa. Ele não me disse quando chegou em casa e só falou no café da manhã. Quando ele me contou eu não vi mais o chão. Foi ele quem conseguiu me acalmar. Depois eu fiz um pequeno texto e publiquei no Instagram e foi essa repercussão”, relata.

Com o relato nas redes sociais, rapidamente o assunto viralizou. O resultado foi uma enxurrada de comentários apoiando a família. Estudante do 6º ano no Escolão do Mocambinho, o menino ganhou uma bolsa para concluir os estudos em uma escola particular. Outras empresas doaram roupas e o material escolar.

“Essa tentativa de humilhar meu filho mudou a nossa vida por completo. O que eu mais queria era que ele ganhasse essa bolsa para ele estudar e ser o que sempre sonhou: um defensor público”, ressalta o pai, que manda um recado para a família que estava na pizzaria.

"A aparência não pode ser colocada em primeiro lugar. É preciso olhar primeiro como ser humano. Temos que explorar o lado bom das pessoas. Hoje eu agradeço e peço que Deus ilumine a cabeça de pessoas assim"

Leia o relato nas redes sociais

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

OBRIGADO POR TENTAR NOS HUMILHAR Olá! Gostaria de compartilhar com vcs, algo que aconteceu ontem com meu filho, Luizinho em pizzaria do bairro Buenos Aires enquanto trabalhávamos vendendo nossas trufas. Pois bem! Luizinho tem 11 anos, aprendeu a ler aos três anos, e ler muito bem, hábito que mantém até hoje. Desde do o primeiro 1° ano na escola até agora no 6° ano que as suas notas é sempre acima de 8. jogar xadrez, canta, tocar violão joga maravilhosamente futebol. Educado dentro de uma realidade humilde, mas com muita dignidade, seu sonho e ser DEFENSOR PÚBLICO. Sua MÃE a 10 é empregada doméstica e estudante de psicologia. seu PAI ( eu ) ESTUDANTE do 8° período de DIREITO. Buscamos sempre motivar nosso filho a ser cidadão independente do ele venha a ser na vida, e por isso o levamos conosco nessa trabalho que nos dar muito orgulho, para que ele aprenda de cedo a ver como trabalho dignifica e gratifica. meu filho tem um bom videogame, bom celular, tudo que uma criança gostaria de ter fruto do seu trabalho e desde então não me pedi um centavo. Ontem ele veio triste, envergonhado, pois em uma mesa, de uma pizzaria uma mãe com suas filhas o constrageram por conta do seu trabalho, e sorriam de forma debochada e jogaram piadinha. Meu filho veio chorando desanimado e triste, e isso me partiu o coração, pois nunca o vi assim. Mas meu motivo aqui, não é criticar a mãe e suas filhas não, estou aqui para agradecer A eleas, pois me deu a oportunidade de falar para meu filho, que pessoas que não tem brilho so querem apagar o brilho dos outros, e motiva- lo a ser grande, a ter ambição, e deixar por conta do destino a verdadeira resposta para essas pessoas. Como diz a musica: " trabalhar não ADOECE, não MATA e engrandece, só cresce a moral e respeito à quem merece" que DEUS abençoe a todos. FAMÍLIA TRUFAS

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Hérlon Moraes
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