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Zoonoses fará ação ao redor de abrigo clandestino para prevenir leishmaniose

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A gerente do Centro de Controle de Zoonoses de Teresina, Oriana Bezerra, confirmou que haverá uma ação na região do abrigo clandestino localizado no bairro Três Andares para evitar a proliferação da doença leishmaniose em animais e moradores do bairro. Isso porque alguns dos 23 animais resgatados nesse abrigo, na última terça (22), estão com a doença.  

"Depois que houve a remoção, que a gente chama de saneamento,  a Gerência de Zoonose vai colocar as armadilhas nessa área onde estava localizado o abrigo, vai realizar a  coleta de sangue dos animais e, partir do levantamento e do que for verificado, tomaremos as outras providências necessárias para evitar que isso se espalhe tanto nos animais como também para as pessoas (da região)", contou a gerente. 

Sobre os animais resgatados com leishmaniose comprovados por exame e avaliação clínica, ela disse que alguns já estão em estado grave e as normas do Ministério da Saúde apontam para a eutanásia. A gerente reforça que o objetivo do Centro de Zoonozes é garantir que o bem-estar desses animais seja respeitado sem negligenciar a saúde das pessoas.

"Em nenhum momento a Zoonose demoniza animais. A partir do momento que identificamos animais com zoonoses, doenças que são transmitidas para as pessoas, e se o poder público não fizer nada, vamos contribuir pra disseminação da doença em animais e pessoas, e isso será um ato negligente do poder publico". 

Além disso, alguns animais estavam em estado crítico em relação a nutrição e lesões de pele.  Animais doentes e saudáveis estavam misturados no mesmo local, que não oferecia bem-estar a eles. Todos estão passando por avaliação.

"A recomendação do Ministério da Saúde para animais com leishmaniose é que eles seguem para a eutanásia porque o tratamento disponibilizado na rede privada não cura o animal. Há vários fatores como controle e o custo. Nem todo animal corresponde ao tratamento, o tratamento é agressivo. (O animal por exemplo) tem que ter boa função hepática se não vem à óbito".

Oriana ressalta que o resgate dos animais no abrigo foi uma solicitação da Delegacia do Meio Ambiente, após recebem denúncia.

Guarda Responsável 

Sobre projetos de abrigos públicos,  Oriana reafirmou a questão da guarda consciente. "Nós preconizamos e recomendamos pela guarda responsável. O importante é cada vez mais educar e conscientizar pela posse responsável porque a partir do momento que a pessoa decide ter um animal em casa ele é responsável até os últimos dias (de vida) dele". 

Oriana Bezerra destaca que, atualmente, não se usa mais o termo de "abrigo", mas "locais de acolhimento", conforme os órgãos internacionais de defesa do animal. Isso para fortalecer a ideia de que os animais não devem ficar nesses locais de maneira permanente, mas de forma temporária para seguir para um lar com guarda responsável. 

Ela lembrou que o Censo de 2018 sobre animais domésticos em Teresina apontou que 40% dos cachorros e 80% dos gatos tem livre acesso às ruas. "Esses animais não estão abandonados. As pessoas precisam manter o animal dentro da sua residência dentro das questões sanitárias e nutricionais, não deixar que eles fiquem na rua para adoecer e levar doença pra casa".


Carlienne Carpaso
[email protected] 

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